• Revista Lar Cristão

Deus conosco


Há uma antiga história, muito comovente, sobre um garoto que estudava em um colégio interno na Inglaterra. Sua mãe tinha morrido no seu nascimento e, por causa do seu trabalho, o pai morava em outro país e eles nunca haviam se encontrado pessoalmente.

Porém, apesar dessa situação, o quarto de Jimmy demonstrava o amor que seu pai sentia por ele. Ali ele guardava seu tesouro: presentes vindos do outro país, cartas que chegavam fielmente toda semana e, na parede, sobre a cabeceira de sua cama, um grande retrato do pai.

Sua solidão era suportável durante o ano letivo. Nas férias, porém, em contraste com a alegria dos outros garotos, sua tristeza sobressaía. Quando todos conversavam sobre a ida para casa e sobre o encontro com os pais, Jimmy abaixava a cabeça, pois ele não tinha uma casa para ir nem pais para visitar.

– Esta escola fica muito vazia quando meus colegas vão embora! – ele escreveu a seu pai. – Às vezes fico imaginando se vou chegar a conhecer o senhor pessoalmente.

Certo dia, ao verificar sua caixa de correspondência, Jimmy encontrou uma carta, e no envelope estava carimbado em letras bem grandes URGENTE. Ele abriu mais do que depressa:


“Querido filho, chegarei de navio na sexta-feira, dia 15. Consegui alguns dias de licença. Nós dois vamos ter um tempo bem gostoso juntos.

Amo você,

Papai


Na sexta-feira, bem cedo, lá estava Jimmy no porto com o coração batendo disparado pela expectativa de que logo estaria vendo seu pai pessoalmente.

Às dez horas o navio atracou. A primeira pessoa que apareceu no desembarque foi aquele por quem ele tinha esperando tanto tempo. Ambos correram para se encontrar e se abraçaram fortemente para compensar a saudade de um tempo que parecia não ter fim. A única palavra que Jimmy conseguia repetir era: papai, papai!

Até aquele instante, pai significava somente uma palavra. Agora era carne e osso, realidade palpável. Antes, pai era um doador de brinquedos, um escritor de cartas, um homem bom, mas extremamente ocupado, que morava em outro país. Naquele momento, porém, ele estava ali, presente em sua vida.

Esta história simples e verídica ilustra perfeitamente a verdade da encarnação, a mesma que celebramos neste Natal.

João 1.14 diz: “... e o verbo se fez carne e habitou entre nós”.

Pense um pouco nisso. Deus, o Verbo Eterno, se tornou carne na pessoa de Jesus Cristo, para que a palavra da verdade pudesse ser transmitida em seu pleno significado para você, para mim!

Na época do Antigo Testamento, Deus se revelou ao seu povo nas mais variadas formas: numa sarça ardente, numa voz audível, em blocos de pedra chamados de “Os Dez Mandamentos”. Todas essas formas de comunicação foram eficazes, mas persistia a necessidade de um contato mais pessoal e íntimo. Então, Deus decidiu apresentar sua mensagem definitiva ao ser humano, para que as pessoas, de todos os povos, raças e tempos pudessem entender.

Ele enviou um bebê ao nosso mundo! Mas aquele não foi somente mais um bebê, mas “o” bebê, o qual foi chamado Emanuel, que quer dizer “Deus conosco”. Aquele bebê cresceu e viveu a única vida sem pecado jamais vivida. Ele morreu a única morte que poderia oferecer redenção aos seres humanos; uma vida que venceu a morte, o inferno, a sepultura, sendo capaz de oferecer vida eterna.

Fico pensando se você já teve o privilégio de conhecer a Deus, o Pai, na pessoa de Jesus Cristo; se o seu coração já foi aquecido e inundado por sua presença! Foi por isso que Jesus Cristo veio ao mundo – para nos mostrar o Pai – seu amor, sua graça, misericórdia, santidade etc., de uma forma que nossa limitada finitude pudesse compreender.

Milhares de pessoas deste nosso querido Brasil conhecem a Deus como o doador de tudo que é bom. Conhecem a Deus intelectualmente, de ouvir sobre Ele através da arte e literatura cristãs. Contudo, não o conhecem pessoalmente porque nunca convidaram seu Filho Jesus a morar em seu coração, para que seja o Salvador e Senhor de sua vida.

Gostaria de convidar você, que está lendo este texto, a estender os braços da fé e chamar a Deus de Pai, através da pessoa de seu Filho. O apóstolo João escreveu no capítulo 1, versículo 12, do seu evangelho: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que creem no seu nome”

Receba agora a Jesus como Salvador e Senhor de sua vida e tenha um feliz e verdadeiro Natal!

#Natal

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