• Adhemar de Campos

A base do perdão


Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18.21-22)


A base do perdão é o amor, e o amor é a base do cristianismo. Não existe vida cristã sem a prática do perdão. Perdoar e pedir perdão são vitais para o desenvolvimento e testemunho cristãos.


Creio que toda iniciação cristã deve incluir o ensino de princípios bíblicos referentes ao perdão. E como não poderia ser de outra maneira, essa instrução tem início no âmbito familiar, ou seja, pais ensinando princípios a seus filhos acrescidos sempre do exemplo pessoal.


Como é do nosso conhecimento, nossos filhos aprendem mais com o que veem e menos com o que ouvem de nós. Seria muito positivo se permitirmos que nossos filhos nos vejam pedindo perdão a alguém que porventura tenhamos ofendido ou perdoando alguém que nos ofendeu.


Lembro-me de uma ocasião em que junto com minha filha aguardava o elevador no prédio onde residia, e como demorava a chegar resolvi “bater” na porta. Para minha surpresa, quando o elevador chegou, um vizinho que fazia mudança usando o social e não o de serviço saiu esbravejando e gritando comigo. Naquele momento eu tinha duas opções: dar um troco “bem dado” ou agir como Jesus agiria na situação. Graças a Deus optei por imitar Jesus, calando-me diante de tanta agressividade. Lembro-me de que minha filha estava me observando atentamente. Creio que foi uma excelente oportunidade para aprendermos sobre educação e perdão.


Não foi por acaso que Jesus respondeu aos discípulos que devemos perdoar setenta vezes sete, pois certamente Ele sabia quão duro é o coração humano e o quanto precisa ser quebrado através do arrependimento e também dos relacionamentos.


Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro. (Provérbios 27.17)


O Senhor declara através do profeta Jeremias: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa, e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (17.9).


De modo prático acredito que ao final de cada dia, num tempo a sós com o Senhor, devemos pedir que sonde nosso coração para checarmos se ficou algo pendente em relação a Ele ou a alguma pessoa. Davi disse ao Senhor: “Sonda-me, ó Deus… Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”. Se Ele nos mostrar algo ou alguém, é sinal de que devemos fazer um conserto. Assim o glorificaremos, abençoaremos pessoas e seremos abençoados.


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