• Edson Camilo

Solidão, a mais cruel das companhias



Solidão: estar só, afastado, isolado, retirado ou retraído. Podemos definir também como a ausência do outro, não simplesmente a ausência física, mas a mais insuportável: a solidão presencial, aquela em que a pessoa está só, mesmo com o outro presente.

A solidão é a mais cruel das companhias. Somos seres que possuem muitas necessidades existenciais, e uma delas é de conviver em companhia de outro, quer no sentido social, sentimental ou outros.

O casamento é um grande mistério. Na criação foi detectada uma grande deficiência existencial, o homem era só e incompleto, então o Criador o complementa e ele não está mais só, mas para que haja um casal deve haver um ceder constante em favor do sentimento maior, o amor. Caso contrário, não é possível tal unidade. Por isso Deus declara que os dois na verdade já não são dois, mas se tornam um. Como é possível dois serem um se cada um endurecer e não ceder, não se complementarem?

Nunca foi desejo do Criador que o homem fosse solitário, pois Ele mesmo está edificando sua amada noiva para dividir a eternidade com seu grande amor.

Ser só é não ter com quem dividir, com quem compartilhar, é ser alguém incompleto, é o que se fecha e principalmente se abandona, é aquele que não aprendeu a dividir a carga, é um infeliz, vive no mesmo espaço, mas só convive consigo mesmo.

A sociedade vive atordoada com tantos conceitos produzidos nas trevas que promovem a independência total, a individualidade burra e inconsequente. Esses conceitos resultam num estilo de vida doente e incompleto, pois apregoam o cada um por si e Deus por todos. Deus não se manifesta na confusão, Ele não termina o que não começou.

Infelizmente, muitos abortaram o viver compartilhado, desobedecendo às regras da existência, em que um deve complementar o outro e não disputar. Vemos muitos casais vivendo só, sendo “ETs” dentro do próprio planeta, sendo ilustres desconhecidos vivendo sob o mesmo teto; isso é um fato triste, mas real.

Um casal neste estado perde a plenitude do relacionamento, como uma flor murcha e sem vida. Não há quem tenha um casamento assim e seja emocionalmente feliz; ainda que tenha sucesso no universo de fora, o viver de dentro, o conjugal, é que determina a realização.

A falta de diálogo direto e sincero contribui para o afastamento de um para com o outro, e o desrespeito para com os sentimentos do outro coopera sobremaneira para que se perca a vivacidade e o sabor do viver a dois. Dialogar é entender o que as palavras não declaram nem os gestos denunciam, é entrar na alma do outro.

Quando se percebe que o relacionamento começa a ficar frio, sem tempero, no qual falta a paciência, a tolerância e o suporte já começa a não existir, deve-se, como a corça que almeja as águas, procurar urgentemente auxílio. Primeiramente no Senhor, e se o casal não conseguir por si só, é recomendável procurar aqueles que possuem este ministério. Devemos ter a humildade de sempre sermos supridos naquilo que nos falta.

Procure ler bons livros que tratam desta matéria e não hesite em buscar ajuda, entendendo que todos passam por fases e adversidades. O que vale custa. Faça tudo e um pouco mais para que o Autor da vida o veja e perceba que você entendeu sua mensagem: não é bom que o homem esteja só!

#Família #Solidão

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