• Luciana Piragine

Depressão e a família



De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante em todo o mundo e a segunda causa de mortes mundiais por doença. Quem sofre de depressão tem um pensamento distorcido de si mesmo. Geralmente, sofre de autodesvalorização, angústia e desesperança. E o sofrimento, infelizmente, não é exclusivo de quem está depressivo, é também dos familiares e das pessoas mais próximas, que são afligidas por ver um ente querido doente e muitas vezes não sabem lidar com todas as nuances dessa doença. Precisamos entender que a depressão não é uma fraqueza, mas é uma doença que atinge todas as classes sociais e idades, e a família tem um papel fundamental na recuperação da saúde do depressivo. A pessoa que está enferma precisa encontrar apoio, conforto e respeito nessa fase difícil pela qual está passando. Mas qual é o papel da família? O que podemos fazer para ajudar alguém com depressão? Podemos ajudar a pessoa que está em depressão a entender que ela não é assim, ela está assim e vai superar esse desafio. Ter paciência será muito importante no processo de recuperação. Precisamos tomar cuidado com julgamentos como: isso é frescura, preguiça ou manha, pois, devido à autoestima baixa do paciente, eles podem piorar todo o quadro. Ser um bom ouvinte, por mais cansativo que seja, é uma das melhores formas de a família ajudar; falar do que estamos sentindo é uma atitude terapêutica, que pode trazer alívio. Confessar nossos medos e dores faz parte do processo de cura. Como está escrito na Palavra de Deus: “Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim; minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado” (Salmos 32.3-5, NVI). É importante dar atenção à pessoa deprimida, sem que se excluam suas responsabilidades, incentivando-a e demonstrando a importância de cumprir o tratamento conforme as orientações médicas. Quando possível, caminhadas pela manhã, à luz do sol, podem ajudar na liberação de endorfinas, o que pode fazê-la se sentir melhor. A família deve se proteger para não adoecer junto com a pessoa depressiva, por isso leia artigos e testemunhos de quem superou a doença e conheça os agentes causadores dela. Recentemente, o pastor Tommy Nelson, da Denton Bible Church, nos Estados Unidos, declarou à Fox News Radio que conseguiu vencer a depressão e ansiedade com medicamentos e terapia. A fala do pastor foi importante para quebrar o paradigma de que cristãos não podem procurar ajuda para tratar dessa doença e para mostrar que é possível usar a medicina para encontrar a cura de problemas emocionais (https://www.jmnoticia.com.br/2018/10/25/pastor-americano-testemunha-cura-de-depressao-e-ansiedade-com-medicamento-e-terapia/). É importante ressaltar que procurar ajuda médica não significa falta de fé.

#Depressão

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