• Carlos Alberto Bezerra

A construção da comunicação



"A seguir, levantou-se e foi para seu pai. Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.” Lucas 15.20 Um bom relacionamento entre pais e filhos nada tem a ver com perfeição. Diferenças de personalidade, problemas na comunicação, crises pessoais, expectativas não supridas, choque de gerações e tantas outras coisas serão sempre um teste e áreas a serem desenvolvidas a fim de, juntos, superarem todos esses obstáculos. O desafio é criar um vínculo que seja bom o suficiente e forte o bastante para justamente preservar a amizade no seio familiar, mesmo quando tudo cooperar para o desgaste e a interrupção dos relacionamentos fraternos. A parábola do Filho Pródigo (Lucas 15.11-32) é um bom exemplo disso e nos oferece grandes lições, principalmente a partir da perspectiva do pai em favor da amizade com os seus filhos.

1. Pais acessíveis Tanto o filho mais novo quanto o mais velho tiveram acesso a seu pai. Ambos chegaram com notícias ruins. O mais novo pediu sua herança. O mais velho não estava pronto para receber seu irmão de volta e questionou o que seu pai estava fazendo. Mas veja que ambos os filhos falaram livremente com seu pai. O pai era acessível! Será que nossos filhos sabem que estamos à disposição para ouvi-los? 2. Pais que enxergam longe Quando um(a) filho(a) não diz tudo ou mesmo se expressa mal, cabe aos pais discernir com clareza o que ele(a) tem a dizer. Quando o filho caçula pediu sua herança, o que o pai fez? Ele simplesmente lhe deu. Com certeza, o pai sabia que o filho gastaria tudo. Mas o pai também sabia que aquele filho aprenderia lições profundas que serviriam para sua vida toda e mudariam sua forma de ser e pensar.

3. Pais prontos a perdoar Toda pessoa sempre corre o risco de desapontar seu amigo. E quando o filho mais novo retornou, o pai, que deveria estar ofendido, fez uma festa para ele. O filho estava arrependido, e o pai estava pronto para perdoar! Quando nossos filhos erram, se arrependem e pedem perdão, como nós os tratamos?

4. Pais atenciosos O irmão mais velho sentiu-se desprezado. Ele ficou irado com seu pai e com o retorno de seu irmão. O pai não o censurou, não gritou com seu filho, não disse para ele crescer e virar homem. O pai o amou! Nossos filhos têm de saber que, mesmo quando estão errados, nós seremos atenciosos o suficiente para ajudá-los a ver as coisas da forma correta.

Atitudes como essas são fundamentais para a construção de um relacionamento perene de amizade entre pais e filhos. E ainda contamos com o poder do Espírito Santo em nós. Ele pode nos ajudar para o bem de nossas famílias.

#Paisefilhos

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