Você está convidado



Quando as maisons Dior, Gucci, etc. querem apresentar suas novas coleções, convocam toda a imprensa para este acontecimento, bombardeiam a alta sociedade com convites tentadores e convocam as mais lindas, famosas e caras top models para comandar seus desfiles. Da mesma maneira agem as fábricas de automóveis. Elas enviam propaganda de sua nova linha, acompanhada de convites caríssimos, especificamente para pessoas estratégicas, endinheiradas, e selecionam locais sofisticados e dispendiosos para montar seus estandes de vendas. Quando o presidente da república tem algum pronunciamento muito importante, ele o faz em rede nacional de rádio e TV ou em uma coletiva com toda a imprensa do país e, às vezes, do exterior presente.

O mundo está preocupado em manter seus produtos e o nome de suas firmas e marcas em evidência. Por esse motivo, palavras como relações públicas, IBOPE, criação de imagem, marketing e vendas são tão conceituadas e importantes.

Quando Jesus chegou a este mundo, Deus ignorou todas as costumeiras regras promocionais (as que eram obedecidas na época), escolheu uma humilde manjedoura, numa simples estrebaria, um casal pobre como pais do Rei dos reis e uma plateia no mínimo pitoresca para presenciar o mais maravilhoso de todos os eventos. E é isso que nos encanta na natividade.

Esse fato ilustra como Deus não segue as formas humanas para agir e apresentar seu plano messiânico. Infelizmente, porém, a grande maioria da humanidade não captou sua mensagem. Note as pessoas “importantes” que estavam ausentes quando do nascimento de Cristo. O rei Herodes, preocupado em manter o trono, não titubeou em mandar matar milhares de bebês, tentando fugir da profecia de que nasceria um rei em Israel e, equivocadamente, procurando conservar-se no poder. Ele agiu diplomaticamente diante dos reis magos, dissimulando seu intento real de assassinar o recém-nascido.

O imperador de Roma, César Augusto, o homem mais poderoso da terra, também estava ausente. Onde ele estava naquele momento tão especial e grandioso do ponto de vista divino? Quem sabe em seu esplêndido palácio romano, tentando decidir “os grandes assuntos” referentes ao seu reinado e poder, como uma rebelião em uma de suas fronteiras, um problema na administração financeira ou como flagelar ainda mais o povo através da taxação de novos impostos (será uma mera coincidência os poderosos contemporâneos terem a mesma preocupação?).

Os influentes líderes religiosos de Jerusalém também não estavam ao lado de Jesus naquela longínqua noite em Belém. Educados nas mais profundas leis dos profetas e conscientes delas, esqueceram-se ou não se deram conta de que a hora chegara, que o Messias, o Salvador Deus, descera do céu para tornar-se homem. Será que as tradições e as desavenças menores sobre a antiga lei desvirtuaram ou embotaram sua percepção, sensibilidade, conhecimento e sua noção de realidade?

E os ricos da época? Os empresários bem-sucedidos, os “donos do dinheiro”, onde estavam? Certamente, não naquela estrebaria. Preocupados em trabalhar duro para terminar o ano com lucros maiores que os de costume, não tiveram tempo ou coragem para parar e participar como espectadores do fato mais estupendo que este mundo já assistiu.

Um exemplo: o dono da pequena hospedaria onde José pediu abrigo, aproveitando o decreto do censo e a enorme demanda na procura de hospedagem, não pensou por um instante em parar e ir até a estrebaria para saber se tudo estava bem com aquele casal. Que pena, poderia ter entrado para a história!

A maior intervenção de Deus na história da humanidade passou despercebida dos grandes daquele tempo e lugar. Quem estava perto de José, Maria e Jesus testemunhando o nascimento do Redentor naquela noite memorável?

Pastores e ovelhas, que foram convidados pelos próprios anjos. Quem, em sã consciência, pensaria em convidá-los, homens incultos, pobres, sem qualquer expressão? É certo que o Departamento Real de relações públicas em Belém não o fez. Não, o convite foi divino. Deus os convidou. Deus os quis ao seu lado. E os magos? Sim, eles não podem ser esquecidos. Eram pagãos, estrangeiros do leste, que nunca seriam honrados com tal convite pela nata romana ou israelita. Reis pagãos ajoelhados diante do menino Jesus, adorando um israelita, não um israelita comum, mas o Deus dos cristãos. Que incoerência!

O que essa reflexão me faz concluir? Os grandes religiosos, os ricos da época, os políticos influentes, os reconhecidamente poderosos, não entenderam ou ignoraram que algo transformador, definitivo, inigualável, único, estava ocorrendo. Nem mesmo os fortes indicadores registrados nas Escrituras foram levados em conta por eles, homens ocupados para silenciar e escutar a Deus.

O que o Natal significará para você neste ano? Apenas o corre-corre para a compra de presentes? Uma árvore enfeitada às pressas? Enfrentar longas filas de supermercado e lojas para comprar alimentos e presentes? Trabalhar dobrado para ganhar mais dinheiro? Uma mesa farta para ser desfrutada ao lado da família? E Jesus? Será que ele terá algum espaço em sua mente e em seu coração?

Os pastores experimentaram uma alegria incontida. Será que você também sentirá imensa felicidade e gozo no dia do nascimento de Jesus Cristo?

Deus convida você para, na noite de Natal, levar seu pensamento até Belém e, com os anjos, pastores e animais daquela estrebaria, assistir, refletir e louvar pelo mais lindo e significativo acontecimento de toda a História – o Salvador, o Senhor vindo a este mundo por amor a você, a mim, a nós.

#Natal #Jesus #Família

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