Convivendo com quem é alcoólatra



No Brasil, 10% da população usa o álcool com regularidade e cerca de 4,8 milhões de pessoas são alcoólatras. O tratamento não é fácil: dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva. Não há cura. Costuma-se dizer que o alcoolismo é doença para toda a vida, pois o indivíduo que conseguiu largar o vício precisa se policiar continuamente para evitar as recaídas, que chegam a 50% no primeiro ano de abstinência. Não vamos abordar aqui as implicações que o alcoolismo provoca no indivíduo, na família e na sociedade, pois são sabidamente conhecidas. O tema é muito amplo, e nosso espaço, curto. Quero, então, abordar apenas alguns tópicos importantes na convivência com quem é alcoólatra.

Coloque a vida dessa pessoa em oração constante. Na grande maioria dos casos, o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, tendendo a negar o uso ou mesmo a sua dependência. Não fique falando sobre os malefícios que a bebida provoca. A pessoa já conhece bem esse discurso. Num momento em que estiver lúcida, fale sobre o quanto o álcool está distanciando vocês. Fale que a dependência do álcool está afetando o relacionamento entre vocês. Fale de que o vício dela está tirando a alegria do lar. Confronte-a mostrando como o vício dela está interferindo na vida dos outros membros da família e ajudando a destruir a estrutura familiar. Diga-lhe que você a ama e que quer ajudá-la a sair da situação, desde que ela queira ser ajudada. Se alguém ligar para você dizendo que essa pessoa está caída na rua, pergunte se houve alguma violência com ela. Caso esteja apenas “desmaiada” pela bebida, não vá socorrê-la. Deixe-a onde está. Ela precisa ver seu miserável estado ao acordar da bebedeira. Se estiver violenta, ponha sua segurança em primeiro lugar. Pessoas violentas pelo efeito do álcool não conseguem dialogar. Afaste-se nesse momento. Em caso de agressão, chame a polícia. Não acoberte a violência, principalmente a violência doméstica. Se ela decidir fazer tratamento, dê-lhe apoio. Parabenize e comemore suas vitórias. Apoie-a nas recaídas. A família tem um papel muito importante no tratamento, pois geralmente esconde o problema das outras pessoas e finge que ele não existe. Encare a situação. Não negue a existência para os outros nem fique ressaltando constantemente o problema. Não fique se culpando pelo que aconteceu com a outra pessoa. Compartilhe o problema com um profissional de sua confiança, para que ele possa ser um porto seguro para você, quando for necessário. Se possível, procure um profissional com experiência no assunto. Quem convive com alguém que é alcoólatra também precisa de tratamento! Não é fácil conviver com um(a) alcoólatra! Deus fortaleça você!

#Estresse #Crises #Casamento

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