Compreendendo a TPM



Não sei se é possível compreender a TPM – Tensão Pré-Menstrual, mas já se sabe que são fatores físicos e hormonais pelos quais passam as mulheres e precisam ser tratados e respeitados para que haja um bom relacionamento entre aqueles que são cônjuges e entre os pais e as filhas. Porém, aqui quero me dirigir às mulheres casadas que passam por esse processo mensalmente, tornando a vida conjugal um tanto “desequilibrada” em certo período do mês. A mulher se torna mais sensível, mais irritada, mais agressiva, e o homem, por sua vez, se torna, aos olhos de sua esposa, mais insensível, menos cuidadoso, às vezes irônico, por não saber lidar com a situação, o que realmente gera um desequilíbrio. Quando nos casamos, esses sintomas já existiam, mas na fase do namoro e noivado podem ser amenizados pelo amor, pela paciência e pela possibilidade de se distanciar quando a situação ficava crítica. No entanto, com a vida conjugal em andamento, deixamos que a paciência se esgote e transformamos a TPM numa forma de atrito para o relacionamento conjugal, principalmente com o cotidiano estressante e egoísta que vivemos. Então entendo que o desafio é tentar mudar esses fatos para que o casal passe por esse período de forma mais agradável e descubra maneiras de ficarem próximos cuidando um do outro. A TPM não irá desaparecer, mas a forma de conviver com ela pode ser transformada quando o marido percebe o que a esposa está enfrentando. Para a mulher, essa fase é bem difícil, pois as lágrimas correm, a irritação aumenta e muitas vezes sente-se incompreendida, principalmente quando tem o sentimento de que seu parceiro não vai compreender ou sente ironias da parte dele, o que não é incomum. Lembro-me de uma canção que diz “… ame seu próximo como se fosse você, como se a dor que ele sente doesse mais em você…”. Não quero sentimentalizar uma questão que é de saúde física e hormonal e afeta o emocional, mas convido o casal a reprogramar sua maneira de agir quando a TPM chega e buscar desfrutar de uma vida plena e mais saudável, lembrando sempre o que é mais essencial no relacionamento conjugal: o amor e o companheirismo em todos os momentos. Uma sugestão é que o casal converse sobre o tema, em especial no momento em que a mulher está entrando na TPM, porque isso será bom para o seu relacionamento. Maridos, não subestimem os sentimentos expressados pela mulher durante a TPM; ao contrário, procurem ser mais compreensivos e orientem os filhos a respeitar o momento da mãe. Lembre-os: “honrar pai e mãe” como mandamento se aplica também à TPM. Uma dica aos maridos: sejam sensíveis e pratiquem elogios, pois isso fará muito bem à esposa. Mulheres, procurem um acompanhamento médico; se não há como “curar” a TPM, é possível melhorar e até mesmo minimizar os sintomas com uma alimentação equilibrada, alguns chás, produtos naturais, exercícios físicos etc. Essa é uma fase presente no casamento, mensalmente desafiadora, mas lembrem-se da aliança que fizeram no altar do Senhor: amar, respeitar, honrar, na saúde ou na doença. A TPM não é uma doença, mas você deve entendê-la como se fosse. Finalizo compartilhando a minha experiência de TPM. Eu a transformei em Tempo para Mim. Quando percebia a chegada da “fase crítica”, buscava tempo para respirar, caminhar e ler um bom livro. Ajudou muito na vida familiar e no meu cotidiano, por isso convido vocês a continuarem a viver o desafio de Colossenses 3.17, 23: tudo o que fizerem, seja em palavra ou ação, façam em nome do Senhor, como para o Senhor. Em todo tempo o casal deve se amar e compreender-se, independentemente da fase do mês. Um abraço com o aroma suave do bom perfume de Cristo.

#Estresse #Crises #Casamento

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