Tudo tem seu tempo. Há tempo para todo o propósito de Deus



19 de maio de 2018. O mundo parou por algumas horas. A família real britânica, com toda pompa e circunstância, celebrou o casamento de mais um de seus príncipes, o filho caçula da falecida princesa Diana. Oitocentas pessoas foram convidadas para a cerimônia, porém não foram somente elas que assistiram ao casamento. O mundo assistiu. Quem não assistiu ouviu falar. Foi o grande evento do primeiro semestre do ano. Foi o “gran finale” (grande final) do segundo episódio de um conto de fadas moderno. Agora a vida escreverá os próximos capítulos. Mas a linda plebeia encontrou o seu príncipe!

Nem todos têm o mesmo sonho Apesar das significativas mudanças sociais que ocorreram no mundo nas últimas décadas, da adaptação de antigos valores e costumes, muitas vezes, conforme a conveniência individual, muitos jovens ainda sonham em também protagonizar um conto de fadas moderno. Há homens e mulheres que acalentam no coração o desejo de formar sua família, de compartilharem sua vida com alguém que amem e por quem sejam amados “até que a morte os separe”. Certamente, milhares de outros não pensam assim e decidem conscientemente continuar solteiros, pois se sentem completos e felizes dessa forma. É uma escolha que deve ser respeitada e compreendida, pois Deus não nos criou iguais. O sonho de uns pode não ser o sonho de outros. Na verdade, ser solteiro(a) não é uma catástrofe. Pelo contrário, tem suas vantagens. A questão fundamental da vida de uma pessoa não é o seu estado civil, mas o fato de ela crer que tem um Deus que a ama e está totalmente comprometido com a sua felicidade e realização. Em 1 Coríntios 7, o apóstolo Paulo define o celibato como uma aptidão, um dom e pede que consideremos a vida de solteiro(a) como uma opção boa e positiva.

Solteiro(a) ou casado(a)? O importante é saber viver O que o Senhor deseja é que o potencial que Ele nos deu seja desenvolvido ao máximo, que desfrutemos profundamente cada momento e cada experiência do nosso dia a dia com alegria e prazer, sentindo-nos realizados. Não adianta viver lamentando o fato de ainda não estar casado(a) ou um relacionamento que não deu certo, abrindo espaço para que a autopiedade, o desânimo e a depressão tomem conta da vida. Também não vale a pena ficar sonhando com um casamento, o homem ou a mulher perfeitos e ideais, sem perceber que a vida pulsa ao redor e continua oferecendo oportunidades de satisfação e realização. Quem aprende a descansar tranquilamente na vontade de Deus (solteiro[a] ou casado[a]) e a viver e desfrutar o “hoje” intensamente – expulsando de sua vida a amargura e a tristeza – encontra um oásis. Além disso, ninguém gosta de conviver com alguém desanimado, que só lastima.

A espera Esperar, esperar, esperar... Este, talvez, seja o exercício mais difícil da vida cristã. Contudo, a espera faz parte da vida. Sim, muitas vezes a espera por um casamento parece ser longa, mas também é pelo nascimento de um filho, pela realização financeira ou profissional, pela compra da casa própria, para entrar na faculdade, pela atuação mais eficaz e honesta de governantes, por justiça, etc. Esta é a realidade. Depende de nós esperar sem nos deixar vencer pelo desânimo e desesperança e, apesar de uma espera prolongada, confiar na graça de Deus sabendo aproveitar cada momento que Ele nos oferece, usufruindo deste seu presente, que é a vida. No auge da aflição, quando não recebemos qualquer resposta divina, sentimos como se houvesse algo errado conosco. Muitas vezes supomos que se tudo estivesse certo nosso desejo seria satisfeito. E é exatamente nesses momentos de solidão e dúvida, quando nada mais resta a não ser aguardar, que precisamos de perspectivas. Nosso maior recurso é recorrer à Palavra de Deus, pois ela contém a perspectiva correta. As Escrituras estabelecem uma relação entre esperar, esperança e graça. Abraão esperou para ser o pai das nações. Noé esperou para cair chuva do céu e depois para que ela cessasse. Moisés esperou quarenta anos no deserto para tornar-se comandante do povo de Israel. Jacó trabalhou durante 14 anos esperando a permissão para casar com sua amada Raquel. Todos os nossos desejos e experiências são vistos e ouvidos por um Pai amoroso. Deus sabe, ouve, vê e se preocupa. Nunca seremos abandonados.

Solidão Mas vamos dizer a verdade. Muitas vezes, quando estamos sozinhos, nos desesperamos e questionamos se Deus realmente cuida de nós. Ainda é mais difícil quando uma pessoa se apaixona e não é correspondida ou quando alguém que ela verdadeiramente ama rompe o relacionamento. Mas Deus cuida de nós, sim. Como já afirmei, Ele conhece nossas necessidades, entende os nossos sentimentos e sabe qual é a melhor hora para responder às nossas orações. Nossa felicidade não deve depender apenas do que temos ou não temos no momento, mas deve estar focada naquilo que teremos, com certeza, na eternidade. Deus nunca deixou de cumprir uma de suas promessas e prometeu em sua Palavra: “Que a sua felicidade esteja no SENHOR! Ele lhe dará o que o seu coração deseja” (Salmos 37.4 – NTLH). Para que isso aconteça, ele pede: “Confie em Deus, o SENHOR, e faça o bem...” (Salmos 37.3 – NTLH). Não tenha medo da vontade de Deus. Não tenha medo, mesmo se o tempo estiver passando e você ainda está só. Lembre-se de que a vontade de Deus é boa, agradável – e o melhor, é perfeita! (Romanos 12.2).

Ilusões e pressões É ilusão supor que, na vida real, encontrar o grande amor resolve as lutas pessoais num passe de mágica. Por exemplo, há muitos casais que vivem sob o mesmo teto, mas sentem-se extremamente sós. Não posso negar que a sociedade, e também a igreja, coloca enorme pressão sobre os ombros das pessoas solteiras. Aparecer sozinho(a) em festas, reuniões, casamentos (principalmente em casamentos) é uma oportunidade de ouro para os “amigos”, “irmãos” em Cristo iniciarem a cobrança: “E você, quando vamos ao seu casamento?”; “E então, está namorando?”. Da mesma forma, aguentar conselhos sobre o que fazer para encontrar a pessoa ideal é frustrante e, em algumas situações, humilhante. O constrangimento aumenta a ansiedade, que desperta a amargura, que leva ao isolamento, que causa a depressão. Todos nós sabemos que as pessoas possuem carências e expectativas que precisam ser supridas, mas o casamento não garante uma certidão reconhecida de felicidade. Quando os jovens me perguntam sobre como podem ser felizes no casamento, eu respondo: “Servindo o seu cônjuge, buscando seu bem-estar, dedicando-se a ele(a), procurando promover a felicidade do seu marido/esposa”. Eu também peço que reflitam seriamente se querem realmente casar. O que os leva a tomar essa decisão? A liberdade pessoal é um bem inestimável e comprometer-se com alguém por toda a vida é uma decisão que deve ser profundamente analisada e avaliada. Kairós Eu creio no “Kairós” de Deus: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3.1). Sendo assim, eu também creio que o Senhor revela a cada um de nós o seu tempo e o seu propósito. Ele é fiel. Ele sempre está mais interessado na nossa realização do que nós mesmos. Nossa parte é confiar totalmente n’Ele, pois “Deus marcou o tempo certo para cada coisa” (Eclesiastes 3.11 – NTLH).

#Solteiroa

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