Os solteiros e as responsabilidades domésticas enquanto moram com os pais



Tem sido observado que no Brasil, como também em outras partes do mundo, jovens de classe média, de 25 a 35 anos, estão cada vez mais adiando sua saída da casa dos pais, ainda que tenham recursos para isso, tais como segurança profissional e financeira. Já há estatística informando que, no Brasil, um a cada quatro jovens ainda vive com a família, proporção que vem crescendo com o tempo. Existem diversos estudos buscando indicar os motivos que mantêm esses jovens ainda presos ao ninho. Algumas descobertas apontam para o aumento de tempo nos estudos, especialmente com cursos de pós-graduação, casamentos mais tardios, além do aumento no custo de vida nas grandes cidades, mas também são citados fatores emocionais, tais como insegurança, etc. Esse fenômeno ganhou o apelido de “geração canguru”, referindo-se ao animal que por um bom tempo permanece junto de sua mãe na chamada bolsa marsupial. No Brasil, temos dados mais precisos sobre a “geração canguru” que são demonstrados pela Síntese de Indicadores Sociais, pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016: a presença majoritária de homens (60%), e boa parte está no Sudeste, exatamente onde temos o custo de vida mais alto; os jovens que moram com os pais tendem a ser mais escolarizados do que aqueles com a mesma faixa etária que moram sozinhos. Isso é demonstrado por outro estudo realizado em 2015, em que 35% dos jovens que ainda moravam com os pais tinham pelo menos ensino superior incompleto ou nível mais elevado de estudos. Há pais que aceitam filhos com idade mais avançada morando em casa, mas há aqueles que se incomodam com isso. De qualquer modo, o que temos observado é que tem havido aceitação dessa condição. É claro que também tem sido observada outra situação em que filhos nessa idade, para ter maior liberdade, acabam saindo da casa dos pais para morar sozinhos, mesmo sendo na mesma cidade. No caso da “geração canguru”, temos de lembrar que, estando na casa dos pais, deve lhes dar apoio, mesmo tendo vida mais independente. E isso inclui não só participar das decisões da família, mas também do custeio do orçamento doméstico, suporte aos pais em momento de decisões e cuidado em relação à sua saúde. Veja que tudo isso leva não a um estado parasitário de dependência, mas a um ativo envolvimento com a dinâmica familiar, participando também dos momentos sociais e familiares. Em termos gerais, tudo isso evita que essa geração considere seu lar como se fosse um “posto de gasolina” ou “estacionamento”, ficando fora o dia todo e vindo para casa para se alimentar, tomar banho e dormir, e muito menos como se fosse um “encosto”, desenvolvendo uma vida de “parasita”. Mesmo porque nessa fase, em geral, os pais já devem estar com cerca de 60 a 70 anos e precisam do amparo dos filhos. Se você pertence à “geração canguru”, não se incomode com isso; ao contrário, alegre-se e “adote” seu lar, seus pais e irmãos como parceiros de vida. Aprenda com eles, tenha tempo para ouvi-los, para conversar e transforme seu lar em um ambiente de alegria.

#Solteiroa

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