A comunicação mais sublime



O amor é a comunicação mais sublime, pois consegue tocar o âmago não só de um ser humano, mas também de animais e vegetais. E quando penso nas plantas, lembro com carinho que minha mãe, quando ia regá-las, conversava com elas, e algumas vezes, na mesma hora, como que do nada, soprava um vento e elas balançavam de um lado para o outro, como forma de gratidão pela água que recebiam e por minha mãe ter perguntado como elas estavam. Hoje, quando vou ao meu jardim, sinto a mesma harmonia ao me comunicar com as plantas. E em relação aos animais, cito a nossa cachorrinha Thyta, que muitas vezes se aproxima com um olhar no qual compreendemos sua gratidão por estar em nosso meio, ao nos dirigirmos a ela com voz como de criança. O amor sempre foi elencado em poemas, músicas, pinturas e em especial na ação. Quem tem amor dentro de si é energizado(a) para a criação (criar+ação). Quando amamos o que fazemos, temos prazer em acordar e ir em busca daquela realização. Quando amamos nosso cônjuge, sentimo-nos realizados em atender as suas necessidades compartilhadas como pedido de ajuda. Mas quando estamos em desamor, tudo se torna um peso, tudo se torna uma exploração. O apóstolo Paulo nos mostra em 1 Coríntios 13.1 que nossas ações sem amor apenas farão barulhos: “... como o sino que ressoa ou como o prato que retine”. No verso 2 ele nos dá a entender que até a nossa fé, se não for regada com o amor, de nada vale. Na caminhada conjugal, o amor precisa ser cultivado todos os dias com ações que mostrem ao cônjuge o quanto ele é amado e desejado. O desafio de conhecer mais profundamente o outro, a fim de ajudá-lo a realizar seus sonhos, é uma linguagem de amor. O amor fala de diversas formas, por isso cada um de nós precisa conhecer o que necessita para se sentir bem, e assim irmos juntos na busca conjugal de dar e receber, num processo de trocas e realizações no qual cresce a cumplicidade do amor. A lista que o apóstolo Paulo nos mostra é um desafio constante de autoavaliação. A paciência vem em primeiro lugar, pois nenhum amor sobrevive na impaciência. Conforme o Dr. Alfredo Naffar Neto afirma em sua obra Vínculos amorosos contemporâneos, “quem não tiver paciência terá que desenvolvê-la ou se conformar com a falta de um(a) companheiro(a)...”. Em segundo vem a bondade, sem a qual nos tornamos pessoas amargas e incapazes de uma convivência salutar com o próximo, sendo o mais próximo o nosso cônjuge. Em seguida vêm as qualidades que o amor não possui: invejoso, vanglorioso e orgulhoso. Se existe inveja, desejo de possuir aquilo que é do outro, com certeza isso não é amor e reflete uma baixa autoestima. Se existe uma exibição naquilo que pratica, também não é amor. A lista é grande, e o desafio maior ainda. Acredito que as palavras têm separado muitas pessoas, mas também creio que a palavra tem o poder de restaurar relações quebradas e ressignificar a caminhada de seres humanos criados à imagem e semelhança do AMOR encarnado. A linguagem do amor é maior do que palavras e sentimentos. Ela possui ações e motivações corretas. Então desafio você a fazer uma autoanálise de como se sente em relação a cada item da lista. Como, quando e quanto tem sofrido, crido, esperado e suportado em razão do seu amor para com o outro. Que cresçamos na linguagem do verdadeiro amor.

#Solteiroa #LinguagemdoAmor

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