Que objetivos educacionais a Educação Cristã deve procurar desenvolver?



Quando falamos de objetivos educacionais, temos em mente certo desempenho esperado daqueles que ensinamos. Ou seja, onde queremos chegar? O que desejamos que nossos alunos sejam no futuro como fruto de nosso ensino? Para responder a essa questão, formulamos nossos objetivos considerando a já conhecida tríade expressa nos três aspectos humanos: conhecer-ser-fazer.

1) Conhecer: este aspecto intelectual (notitia) ou cognitivo se refere a como as pessoas reconhecem as coisas e pensam sobre elas. Jesus disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mateus 22.37). A Bíblia deixa claro que há uma relação direta entre como pensamos e como agimos. Paulo mostra essa relação em Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Observe bem a relação feita por Paulo: renove a mente, pois ela moldará o comportamento, fazendo-o experimentar a vontade de Deus. Portanto, se a maturidade cristã é moldada pela maneira como pensamos, deve ser um de nossos objetivos educacionais levar nossos ouvintes a conhecerem corretamente a Deus. Precisamos trabalhar para o crescimento intelectual (cognitivo) de nossos alunos. Precisamos ensiná-los a pensar teologicamente, conhecer as verdades bíblicas e refletir nos conceitos (categorias) bíblicos e teológicos. Conhecer a verdade é conhecer o alicerce sobre o qual se erguerá o edifício da fé cristã. Sem um bom alicerce, o edifício será frágil. Sem um bom conhecimento bíblico, teremos um crente frágil. Se é verdade que a mente molda o coração e a vontade, então é imperativo que os cristãos aprendam a pensar sobre a verdade. Uma educação cristã eficaz molda os alunos a conhecerem a verdade e a pensarem com a verdade, para que seus comportamentos sejam moldados pela verdade.

2) Fazer: é tarefa da Educação Cristã ajudar as pessoas a pensarem corretamente sobre Deus, contudo, não queremos que nossos ouvintes tenham uma fé meramente intelectual. Lemos em Lucas 6.46: “Por que me chamais Senhor, Senhor, se não fazeis o que vos mando?”. Observe que Jesus critica uma fé que se limita ao aspecto cognitivo. A teologia, ou seja, aquilo que conhecemos a respeito de Deus, não pode estar divorciada das nossas experiências de vida. Não é suficiente conhecer o conteúdo da verdade, precisamos aplicá-lo em nosso dia a dia. Jesus afirmou: “Ora, se sabeis [conhecer] estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes [fazer]” (João 13.17). Saber e fazer, um binômio inseparável. Devemos ter como objetivo promover uma educação que leve ao aprendizado prático da verdade conhecida. Sem prática não há aprendizagem. E se não há aprendizagem, não há educação.

3) Ser: também é verdade que o fazer sem o conhecer pode se transformar numa mera religiosidade vazia, pois sabemos ser possível fazer a coisa certa sem ter qualquer relacionamento com Deus. O fazer não deve ser uma mera repetição do conhecimento adquirido, mas sim fruto de uma transformação do coração. Quando falamos em educar para SER, estamos fazendo referência ao conceito bíblico de coração. Conforme o ensino das Escrituras, o coração é o órgão central da personalidade humana (Provérbios 27.19), de onde emanam todas as coisas (Mateus 15.19). O profeta Jeremias disse que o coração é desesperadamente corrupto (17.9). O coração do homem entregue a si mesmo sempre produzirá afeições, emoções e ações desordenadas. As nossas ações são resultado daquilo que somos (Provérbios 4.23). Em razão disso, em uma filosofia educacional devemos primar pela educação do coração.

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