Como seria o ambiente familiar se o marido amasse sua esposa como Cristo amou sua igreja?



Quando minha esposa fazia faculdade de psicologia, ela tinha um professor que dizia que jamais seria um cristão porque a proposta de Jesus de perdoar o próximo e amar os inimigos era simplesmente uma utopia. Ele jamais poderia amar ou mesmo perdoar uma pessoa que lhe fizesse mal. Certa vez, um jogador de futebol de um grande time de São Paulo me procurou pedindo que orasse por ele, pois estava passando por uma fase difícil. Naquela oportunidade, apresentei-lhe o plano de salvação, porém ele disse que não estava preparado para largar sua vida (de pecados), sendo ainda jovem, e seguir a Jesus. Para ele, viver em santidade era algo impossível. Disse que queria aproveitar tudo que podia para então, quando fosse velho, quem sabe, seguir a Cristo. Meu pai, Pr. David Klawa, certa vez, em uma reunião de oração, perguntou aos presentes qual o mandamento mais difícil de ser cumprido. As respostas foram as mais variadas: amar o inimigo, dar o dízimo, louvar a Deus em todo o tempo, viver em santidade, não andar ansioso e perdoar o próximo. A resposta que venceu a enquete foi: não estejais ansiosos por coisa alguma (Filipenses 4.6). Para a grande maioria dos irmãos, não estar ansioso por absolutamente nada era algo que lhes parecia impossível. Às vezes corremos o risco de questionar a Deus: por que Ele nos pede coisas que parecem tão difíceis? Quero destacar outro grande desafio que o Espírito Santo faz por meio do apóstolo Paulo: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja…” (Efésios 5.25). Esse mandamento poderá parecer algo quase impossível para muitos maridos. Esse texto é bem claro. Não posso amar minha esposa como eu quero ou como acho que devo amar; devo amá-la conforme a Palavra determina, ou seja, devo amá-la como Cristo amou a igreja. A grande pergunta é: como cumprir aquilo que parece impossível? Será que Deus iria requerer de nós aquilo que não podemos cumprir? Seria Deus injusto em determinar que algo seja feito que Ele mesmo saiba que não poderíamos realizar? Claro que não! Primeiro, temos de nos lembrar de que todos os mandamentos de Deus não foram criados para nos entristecer ou nos tolher de liberdade ou mesmo de alegria. “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (Salmos 19.7); sua vontade é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2). Sempre que Deus nos pede algo, é para o nosso bem, para a nossa felicidade, para felicidade de nossa família. Quando Deus nos desafia a viver sua vontade, é porque Ele sabe que esta é a melhor maneira. Fugir da vontade de Deus sempre nos trará prejuízo. O grande problema é não vermos em nós a capacidade para cumprir esses propósitos. Se este for o seu problema, glórias a Deus, você está no caminho certo para fazer de seu lar um pedacinho do céu! Quando reconhecemos que em nós não há poder ou virtude, humilhamo-nos diante da presença de Deus na certeza de que a capacidade vem d’Ele (1 Pedro 5.6). Este é o segredo! Deus não somente pede coisas para o nosso próprio bem; Ele também nos capacita a realizá-las! Em várias partes da Bíblia vemos Deus falando com seus servos dizendo: porque eu serei contigo é que tu vencerás. Voltando à pergunta que dá título a esta matéria: como seria o ambiente familiar se o marido amasse sua esposa como Cristo amou a igreja? Com certeza, seria um ambiente em que o reino de Deus se manifestaria com todo poder e glória. Seria um lugar onde o amor, a honra, o diálogo, o respeito e a confiança se manifestariam de modo sobrenatural. Seria um lugar onde o ódio, o egoísmo, a tristeza, a amargura e a falta de perdão não teriam lugar. Seria um ambiente em que os filhos cresceriam de forma saudável, formando, no futuro, outros lares saudáveis onde o nome de Cristo seria glorificado. Quero destacar algo muito importante que às vezes “deixamos passar”: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pedro 3.7). Cuidado! A Bíblia afirma que se não dermos ouvidos a essa palavra teremos um ambiente familiar tão pesado que Deus se negará a ouvir nossas orações. Quando tratamos bem nossa esposa, ajudando-a em seus afazeres, dando um tempo especial a ela todos os dias, mostrando nosso amor em elogios, palavras e atitudes, assim como Cristo amou a igreja, nossas orações serão atendidas e a alegria do Senhor encherá nosso coração e lar. Sei que para muitos maridos isso parece ser algo muito difícil de ser alcançado. Mas se você realmente quer que o Príncipe da paz reine soberano em seu lar, comece dando os primeiros passos se humilhando diante do Senhor e apresentando suas falhas e limitações. Compartilhe com sua esposa seu desejo de viver esse amor derramado pelo Senhor em seu coração. Experimente dobrar seus joelhos e orar com todo seu coração: faça-se a tua vontade, assim na terra (em minha casa) como no céu. Com certeza você viverá o melhor desta terra! No amor do Pai.


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