Por que sou fiel e minhas finanças não prosperam?



Esta é uma pergunta milenar. Por que sou fiel a Deus e a minha vida financeira é um fracasso? Onde está a minha recompensa? É a mesma indagação registrada pelo músico e compositor Asafe no salmo 73, em que ele rasga o coração afirmando que por um fio não caiu num profundo abismo pelo fato de ficar sem resposta para algumas questões como: por que o infiel pode ver suas riquezas aumentarem a cada dia, e o salário do servo fiel, conquistado com muito suor e trabalho, diminui a cada dia?

Por que o infiel está sempre com saúde, enquanto muitos fiéis vivem numa cama eterna de enfermidades?

Por que o infiel, mesmo com uma língua que maltrata, machuca, difama, parece que está sempre de bem com a vida, enquanto o fiel, mesmo preservando sua língua, sente que sua vida anda sempre para trás? Por que o infiel consegue sempre “a senha” para abrir e descobrir tudo o que ele necessita, ao passo que o fiel depende de lágrimas, jejuns e muita consagração?

Será que para ser fiel a recompensa é o silêncio, a demora e certa indiferença do Eterno? Tenho algumas respostas citadas em um dos meus livros sobre finanças:

Porque, mesmo sendo um dizimista fiel, deixa a impressão de ser um dizimista legalista. “Tem que dar mesmo, fazer o quê?” Até os centavos dos dízimos são anotados no cheque, e na maioria dos casos são arredondados a menor (Mateus 23.23).

Porque, apesar de ser um dizimista fiel, deixa a impressão de estar fazendo uma negociata com Deus. Às vezes, parecemo-nos com Simão, o mágico (Atos 8.18-21): eu dou tanto porque Deus me dará tanto. Ou seja, sua motivação é de ganhar… e quase nunca quer dar o seu melhor para aquele que sempre lhe dá o melhor!

Porque, mesmo sendo um dizimista fiel, é um péssimo administrador. Só sabe gastar, é um consumista de mão cheia. Na sua vida financeira não há planejamento, e seu lema é “gastar, gastar e gastar, pois Jesus está para voltar, portanto gastemos, gastemos e gastemos, porque amanhã morreremos”. Não basta apenas ser fiel, é preciso ser um bom administrador de tudo o que Deus tem confiando a você. O Eterno o(a) convocará para uma prestação de contas (Lucas 16.2).

Porque, mesmo sendo um dizimista fiel, é ingrato. Pelo fato de obedecer à ordenança do dízimo, acha que já fez tudo, que não há necessidade de ofertar para os projetos do reino celestial. Alguns até dizem: “Já cumpri com minha obrigação”. Jesus disse que se a nossa justiça não exceder em muito à dos escribas e fariseus, jamais herdaremos o reino dos céus (Mateus 5.20; Salmos 116.12).

Porque, mesmo sendo um dizimista fiel, não é generoso. O homem mais próspero que o mundo conheceu afirmou: “A alma generosa prosperará…” (Provérbios 11.24-25). Generosidade não se conquista com um curso de 72 horas, muito menos por meio de mentalização. O maior homem que pisou na Terra, que dividiu a história, que conta hoje com mais de dois bilhões de seguidores, afirmou: “… dai, e dar-se-vos-á…” (Lucas 6.38). Se você almeja ser abençoado por Deus, aprenda a dar com generosidade. Tente aplicar em sua vida um conselho de sabedoria: “Semeie sempre uma semente fora do comum e espere colher uma colheita fora do comum”. Portanto, aprenda a dar para Deus de coração o que você nunca deu e esteja convicto de que, a seu tempo, receberá de Deus o que nunca recebeu.

Porque, mesmo sendo um dizimista fiel, Deus ainda é Soberano (Isaías 43). Ele pode me fazer prosperar ou não. Caso a sua graça queira me abençoar mais do que já sou abençoado, amém; se não quiser, sou mais abençoado do que penso que mereço.

É bom lembrarmos que prosperidade nunca significa acúmulo de bens ou uma conta farta de dinheiro. No hebraico, significa estar de bem consigo mesmo. Ou como alguém definiu: “Prosperidade é a graça de não conhecer a miséria”. O famoso Henry Ford afirmou: “Eu era mais feliz quando era um simples mecânico”. Andrew Carnegie acompanhou o raciocínio de Ford quando disse: “Milionários raramente sorriem”.

Creio que o melhor conselho é ficar com a palavra de Deus vinda por meio dos lábios do profeta Habacuque, que vem como um bálsamo ao coração daqueles são fiéis em tudo: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide… todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza…” (3.17-19).

Que a nossa vida se inspire a cada dia no apóstolo Paulo: “… aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4.11). Mesmo encarcerado, deixou-nos este conselho: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4.4). Esta é a verdadeira prosperidade. Mesmo em meio à adversidade, ele exalava confiança, alegria e, acima de tudo, estava de bem consigo mesmo!

Independentemente das circunstâncias, continue fiel a Deus, pois Ele nunca deixará de ser fiel a você!

#Finanças #Administração

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