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O amor ao dinheiro



Paulo descobriu que a heresia ameaçava abalar a estrutura da igreja em Éfeso. Diante disso, ele escreveu uma carta para seu filho na fé e pastor da igreja citada, Timóteo. Nessa carta, ele mencionou as falsas doutrinas que não concordam com a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Timóteo 6.3) e falou sobre aqueles que “pensam que a piedade é fonte de lucro” (v. 5 – NVI), isto é, pessoas que, em vez de procurar o Deus da bênção, estão interessadas na bênção de Deus. Será que este mesmo problema não acontece hoje?

Em seguida, Paulo apontou três tipos de pessoa:

1. Aqueles que não são ricos (vv. 6-8). 2. Aqueles que querem ser ricos (vv. 9-10). 3. Aqueles que são ricos.

Para aqueles que não são ricos, Paulo disse: “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (vv. 6-8 – NVI).

O que é importante para aqueles que não têm muitos bens neste mundo? Em primeiro lugar, contentar-se com o que já têm. A nossa tendência é sempre querer mais, porém é imprescindível priorizar sempre os valores eternos, porque as coisas deste mundo não vão durar. E, ainda mais importante, aprofundar nosso relacionamento com Deus, buscando a piedade. Tudo isso é “grande fonte de lucro”.

Para aqueles que querem ficar ricos, que “caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (vv. 9-10 – NVI).

Se você soubesse que precisaria pagar um preço excessivamente alto pela oportunidade de ficar rico, ainda levaria seu desejo adiante? Infelizmente, a tendência de muitos é esquecer-se de Deus quando começam a depender do dinheiro. Paulo fez uma forte advertência a essas pessoas: “Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão” (v. 11 – NVI).

“Ordene aos que são ricos neste presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida” (vv. 17-19 – NVI). Existe alguém que não quer alcançar a verdadeira vida?

Nunca esquecerei a última cena do filme “A Lista de Schindler”. Oskar Schindler, proprietário de uma fábrica de esmaltes e munições, estava recebendo a gratidão de alguns dos judeus que ele contratara para trabalhar com ele, salvando-os da morte certa pelos nazistas. Naquele momento, enquanto aquelas pessoas agradeciam seu ato heroico, ele olhou para o enfeite de ouro na lapela de seu paletó, olhou para o seu carro e disse: “Se eu tivesse vendido estas coisas poderia ter salvado mais! Poderia ter salvado mais!”.

Será que um dia ficaremos diante do Senhor na glória e diremos estas mesmas palavras: “Eu poderia ter feito mais se não tivesse me dedicado e ficado tão envolvido(a) em obter riquezas do mundo. Eu poderia ter feito muito mais para o reino de Deus e para alcançar os perdidos”.

#Finanças #Administração

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