Essência da adoração



Todas as organizações paraeclesiásticas, e até mesmo as igrejas, tendem a envelhecer, enrijecer, viver em torno de si mesmas e perder a sua essência! Eu conheci ministérios paraeclesiásticos e igrejas impactantes e relevantes que perderam seu brilho e deixaram de ser referência, desapareceram ou fecharam.

A igreja atual perdeu a sua essência, e isso a tornou em uma fábrica de religiosos, pois ela trabalha comportamentos, habilidades, talentos e conhecimentos. Por exemplo: uma pessoa que entra em um grupo pequeno é treinada a evangelizar, a ensinar, a aconselhar, a liderar e desenvolve conhecimento bíblico por meio de estudos. Isso dá uma sensação de crescimento pessoal, e num certo sentido é, mas o coração e o caráter não foram trabalhados, e sim comportamento, habilidade, talentos e conhecimento.

Eu trabalho há anos com comunidades terapêuticas e posso dizer que muitas delas trabalham o comportamento e não o coração e o caráter. Você enxerga mudanças tremendas na vida das pessoas, mas é no comportamento e não no coração e no caráter. A maioria acaba recaindo por essa razão!

Gostaria de dar alguns exemplos de comportamento versus essência:

– Nós ensinamos que as pessoas precisam obedecer em vez de serem submissas. Quem obedece nem sempre é submisso, mas quem é submisso sempre obedece. Os fariseus eram obedientes, mas não submissos.

– Nós ensinamos as pessoas a dar em vez de ensinar a serem generosas. Quem dá nem sempre é generoso, mas quem é generoso sempre dá.

– Nós ensinamos as pessoas a ajudarem os outros em vez de ensinar a amar. Quem ajuda nem sempre ama, mas quem ama sempre ajuda.

Mas o que tudo isso tem a ver com adoração e família? Tem tudo a ver, pois perdemos a essência da adoração. Colossenses 3.17, 23 diz: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. (…) Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens…”. Em outras palavras, tudo que fazemos tem de ser de todo o coração ao Senhor, para o Senhor, para a glória d’Ele! Não é só cantar ou tocar!

Agora preste atenção ao que Paulo diz entre os versículos 17 e 23. Ele diz que tudo o que fizermos para a glória de Deus tem de ser principalmente dentro da família! O marido deve amar a esposa como Cristo amou a igreja e se deu por ela; a mulher tem de ser submissa ao seu marido como ao Senhor; o filho tem de obedecer aos pais em tudo. Quando fazemos isso, estamos glorificando a Deus.

Adoração, então, é viver uma vida que glorifica a Deus, principalmente dentro de casa. Sabia que mais de 90% do que somos é moldado dentro da família? Amar a esposa, ser submissa ao marido e obedecer aos pais vai moldar o nosso caráter e a nossa vida! Não há nada que mais glorifica a Deus do que uma vida e caráter conforme o coração d’Ele!

Nisso está a essência da nossa adoração: nossa vida e caráter. A nossa maior adoração acontece dentro da família, quando assim vivemos!

#Adoraçãoemfamília

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