Tudo não passou de um engano!



Quantas vezes você já pensou nisso? Na nossa vida cotidiana, temos muitas oportunidades e escolhas que nos levam a agir ou a aceitar situações sem parar para refletir o que significaria o seu real valor. Na vida sentimental/conjugal não é muito diferente. Tenho acompanhado muitas mulheres que se envolveram com seus companheiros no início da vida amorosa e hoje questionam seu relacionamento, pois estão passando por algum tipo de situação contrária ao que sonharam. Casei por amor ou apaixonada? Parece que não, mas são coisas distintas. A paixão é envolvente e gera em nós sentimentos de tamanha euforia que não refletimos sobre o relacionamento; tudo é gostoso e mágico, tanto que usamos a expressão “o amor é cego”. Mas o amor é um processo diário de construção de uma vida amorosa, uma vida a dois. E quem não consegue perceber isso passa por crises no relacionamento, pois a base dele é fraca.

A Palavra de Deus nos diz que “o verdadeiro amor lança fora todo medo” (1 João 4.18), pois ele traz segurança e confiabilidade de que o outro será suporte. No momento em que escrevo este texto, estou em um hospital com uma mulher que iniciou sua vida amorosa com um homem a quem a princípio não amava. Hoje eles têm 60 anos de vida conjugal, três filhos e um amor imenso um pelo outro. Agora, a sua maior preocupação é o esposo. Ela não desistiu em meio às dificuldades que a vida apresentou – e eles tiveram muitas – antes de terem a Cristo na vida conjugal e também depois, só que agora, com o amor de Deus, ganharam muito mais força para a caminhada.

Não sei qual é a sua situação, mas sei que o Senhor é Deus de amor e pode mudar toda e qualquer circunstância. Creio que Ele pode reavivar o sentimento de amor. A fé ativa o amor e nos ajuda a sermos mais suscetíveis a escolhas melhores para a nossa vida conjugal. Podem existir situações que sejam irreversíveis e a solução é o distanciamento conjugal, embora este não seja o propósito de Deus. Contudo, o Senhor não nos criou para sobrevivermos numa relação afetiva, mas sim para vivermos um amor saudável, em que um possa levar o outro a uma experiência de respeito e amor verdadeiro.

O número de divórcios nos diz quão frágeis estão os sentimentos nos dias de hoje. A dureza de coração é um dos motivos que têm levado a essa situação. O nosso eu fala mais alto, e o nosso querer e a busca da felicidade pessoal estão em primeiro lugar. Só quem constrói um relacionamento firmado no amor e traz os valores do compartilhamento para a vida conjugal poderá ter uma relação sadia.

“… se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus” (Mateus 18.19). Que maravilhosa é essa promessa! O Senhor quer nos abençoar como casal. Não deixe as dúvidas tomarem conta de seus pensamentos, não deixe nada confundir ou dividir seus sentimentos, não abra brechas. Se precisar, busque ajuda, mas não deixe nada neste mundo ameaçar sua vida conjugal. Olhe para seu cônjuge como se fosse a primeira vez. Creia que você fez a escolha certa!

Deixo aqui parte de uma bênção judaica de casamento: “Deus os guarde da crença de que nós humanos tudo podemos ter e que tudo podemos fazer. Ele lhes conceda a serenidade e a sensatez que suporta a dificuldade. Mas, antes de tudo, Deus lhes dê a percepção para os sinais da felicidade, de modo que possam resguardar ternura e carinho – até o final. E assim os abençoe o Altíssimo, o Eterno abençoe o seu caminho de modo que, ao fim, um leve o outro ao Reino Celestial”.

#Separação #Divórcio

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