Relacionamento sexual adequado



Quando falamos sobre aquecer a relação conjugal, é quase inevitável não pensarmos no relacionamento sexual. Nessa questão, é preciso diagnosticar que a intimidade está se esvaindo, ficando apenas o rastro do desejo.

E desejo sem intimidade só pode culminar em prazer egoísta, que levará ao abuso, emocional ou físico. Meu prazer, seu prazer ou nosso prazer? O que buscar no ato sexual? Esse é o mais alto nível, a nota mais alta (não a mais importante) no relacionamento entre um homem e uma mulher casados. Prazer sexual fora do casamento é luxúria, é lascívia, é sensualidade, portanto grave pecado. O ato sexual deve ser como uma sinfonia. Os movimentos devem ir de pianíssimo a fortíssimo. Na sinfonia do casamento, os carinhos mantêm o ritmo suave (pianíssimo), até que as notas começam a ficar mais altas e o ritmo mais intenso – as carícias levam aos tons mais altos (fortíssimo).

A Bíblia nos oferece uma sinfonia completa para o amor conjugal: o Cântico dos Cânticos. A maioria dos casais, nos dias de hoje, não percebe que bom sexo começa com uma boa conversa. Palavras são sementes, alimento para a alma, mas podem estar carregadas de fel de amargura, de veneno mortal. Casais brigam, discutem, faltam com o respeito, depreciam, desvalorizam, diminuem um ao outro e depois esperam colher uma boa intimidade. Como? Isso é no mínimo tolice. Ninguém acende uma fogueira com um balde de água, nem fria – não há desejo, nem intimidade – nem quente – muito desejo, nada de intimidade. A Bíblia ensina tudo o que é necessário para vivermos uma vida que agrada a Deus. E uma intimidade conjugal saudável, recheada de uma sexualidade madura e respeitosa, o Criador não deixou para trás em sua revelação. Vejamos então o que a Bíblia ensina por meio desse livro:

1. Liberdade de entregar-se: tanto o marido como a esposa devem ser intencionais quanto ao ato sexual. Pense em sexo com seu cônjuge. Deseje-o e crie maneiras atraentes de se entregar. Capriche no visual e no asseio pessoal.

2. Responsabilidade de dar prazer: uma relação sexual madura sempre tem foco na outra parte. Marido e esposa devem se dedicar ao prazer um do outro. Por isso, precisam de intimidade – conhecerem bem um ao outro. Saber o que dá ou não prazer ao cônjuge. Aqui também entra a frequência da relação, que deve ser satisfatória para ambos.

3. Desprendimento na comunicação íntima: alguém disse que não se fala de sexo, mas se faz sexo. Com base em Cânticos, fala-se de sexo e se faz sexo! O casal deve investir em conversar sobre sexo. Tratar tabus, preconceitos, princípios, preferências, sempre zelando pela pureza e santidade do ato (Hebreus 13.4).

4. Ter consciência de que intimidade é para a vida toda: não precisamos nos delongar aqui para que todos entendam que virilidade tem prazo de validade, mas a intimidade não. É possível manter a relação sexual aquecida mesmo em idade avançada ou diante de outros impedimentos, tanto físicos como emocionais. O órgão que mantém a relação sempre prazerosa é o coração e não a genitália.

5. Amor e respeito: em todo o tempo, e em qualquer lugar (da cozinha à cama), amor e respeito mútuo sempre manterão a relação sexual em alta e criarão boas oportunidades de renovarem a aliança um com o outro: sendo uma só carne e sem nenhum constrangimento de se desnudarem um diante do outro.

Para aquecer a relação conjugal, antes de esquentar o lado de fora, invista acendendo a chama no coração com um diálogo amoroso, respeitoso. Capriche nos elogios, na qualidade de tempo juntos (namorem muito), no toque físico (abracem, beijem, deem carinho um ao outro), presenteiem e sejam solícitos um com o outro (ajudem-se).

#Divórcio #Separação #Sexo

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