Falta de compromisso no casamento



As cerimônias de casamento estão ficando mais lindas e os casamentos mais feios. Há muito investimento na cerimônia e pouco preparo para o relacionamento conjugal. O véu das noivas está ficando cada vez mais longo e os casamentos cada vez mais curtos. As festas de casamento estão ficando cada vez mais caras e os casamentos cada vez mais pobres. Cerca de cinquenta por cento dos casais que começam com juras de amor no altar terminam feridos, nas barras de um tribunal, por um doloroso divórcio. Por que os casamentos acabam? Por que os cônjuges se separam? Por que o divórcio tornou-se tão frequente? Daremos, aqui, dez razões:

Em primeiro lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges deixaram Deus de fora da relação. Construir um lar sem a presença e sem a bênção de Deus é como edificar uma casa sobre a areia. Esse casamento não se mantém de pé nas tempestades da vida. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham aqueles que a edificam. A maior necessidade do casamento não é de coisas, mas de Deus. É o cordão de três dobras que não se quebra. Quando Deus está dentro da relação conjugal, o casal supera as crises, triunfa nas tempestades e mantém o relacionamento inviolável.

Em segundo lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges estão confusos acerca da natureza dele. O casamento é uma aliança de amor, em que os cônjuges devem um ao outro respeito e fidelidade. Nessa aliança há deveres e responsabilidades, investimento e renúncia, encorajamento e apoio. Nenhum casamento sobrevive saudável onde impera o egoísmo. Nenhum casamento exala o perfume da felicidade onde há competição e ciúme. Nenhum casamento cumpre seu objetivo onde a mágoa é maior do que a disposição de perdoar. Casamento não é a união de dois iguais, mas de dois diferentes. Portanto, o perdão é vital para haver saúde física, emocional e espiritual.

Em terceiro lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges estão confusos quanto ao seu papel. Deus constituiu o marido como líder de sua casa e como cabeça de seu lar. Cabe a ele liderar sua família, adotando uma liderança timbrada pelo amor. O marido é conclamado a amar sua mulher como Cristo amou a Igreja. Sendo o cabeça da Igreja, Cristo a serviu. Porque amou a Igreja, Cristo deu sua vida por ela. Mesmo a Igreja sendo imperfeita, Cristo a amou, e amou-a até o fim. Esse é o papel do marido, amar sua mulher com amor perseverante, sacrificial e santificador. Cabe à mulher sujeitar-se a seu marido no Senhor, sendo-lhe auxiliadora idônea. Seu papel é dar suporte ao marido para que ele cumpra seu papel de cabeça de sua família. A sujeição da esposa não a coloca numa posição de inferioridade nem a liderança do marido coloca-o numa posição de superioridade. Marido e mulher não competem, completam-se.

Em quarto lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges estão fechando os canais de comunicação. Na era dos milagres da tecnologia da comunicação, os casais assistem à morte do diálogo. Os cônjuges estão conectados com milhares de amigos virtuais, mas perdem a comunicação dentro de casa. São bombardeados de informações a cada dia, mas não têm tempo para uma conversa amigável, olho no olho, para tratar das coisas do coração. Como a morte e a vida estão no poder da língua, muitos casais matam o casamento por falarem demais ou por silenciarem demais. A tecnologia da comunicação avança e a comunicação no casamento recua. A felicidade conjugal depende da disposição de ouvir sempre, falar com cautela e não guardar mágoa.

Em quinto lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges colocaram coisas no lugar de pessoas. Vivemos a era do materialismo consumista. Coisas passaram a valer mais do que pessoas. O ter passou a ser mais importante do que o ser. A busca pelos bens materiais suplantou os relacionamentos. O amor ao dinheiro triunfou sobre o amor à família. Conquista-se robusto patrimônio e perde-se o casamento. Ajuntam-se riquezas e perdem-se os filhos. Amealham-se tesouros e atormenta-se a alma com muitos flagelos. Precisamos, antes de tudo, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas em vez de amar as coisas, usar as pessoas e esquecer-se de Deus.

Em sexto lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges desaprenderam a lidar com crises. Vivemos a cultura do descartável. Os relacionamentos não passam de um contrato de risco. A geração contemporânea prefere acabar com o casamento e partir para uma nova aventura a superar uma crise. Em nome da modernidade, aplaudem o divórcio, para descobrir que o segundo casamento é ainda mais turbulento do que o primeiro para setenta por cento dos divorciados que se casam de novo. Não há pessoas perfeitas nem casamentos perfeitos. Todo casamento exige investimento, renúncia, amor e também perdão, começo e recomeço.

Em sétimo lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges fazem um pífio investimento no relacionamento. Casamento é igual conta bancária. Para manter um saldo positivo é preciso fazer mais depósitos do que saques. Há cônjuges que só sabem cobrar e criticar. Não elogiam nem encorajam. São parasitas. Sugam o tempo todo, mas não fazem nenhum investimento na relação. O casamento requer romantismo. Necessita de afeto. Carece de cuidado. Onde falta a ternura e só resta a dureza no trato, o relacionamento desidrata, adoece e morre.

Em oitavo lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges competem mais do que cooperam. Casamento é igual a um jogo de frescobol. Marido e esposa jogam não como rivais, mas como parceiros. Não exploram os erros um do outro, mas se recebe uma bola quadrada, esforça-se para devolvê-la redonda. Os cônjuges precisam ser amigos. Precisam ter afinidade. Precisam ser aliviadores de tensão. Onde há queda de braço e disputa de espaço e poder, a relação conjugal se fragiliza, o casamento adoece e a família fracassa.

Em nono lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges se rendem à cultura do relativismo moral. Com o advento da internet, cerca de trinta por cento dos homens e vinte por cento das mulheres são viciados em pornografia. Há muita lama no leito conjugal. Há muito lixo entrando na câmara conjugal. A pornografia é como uma droga: vicia, entorpece, degrada e destrói. Há muitos casais escravos desse vício degradante. Há muitos casamentos enfermos por causa dessas práticas aviltantes e entrando em colapso porque a pureza da relação sexual foi substituída pela sujeira da promiscuidade sexual. A Palavra de Deus é categórica em afirmar que é digno de honra entre todos o matrimônio e o leito sem mácula (Hebreus 13.4).

Em décimo lugar, o casamento entra em colapso porque os cônjuges deixaram de orar juntos. Na vasta maioria dos lares, o altar da adoração a Deus está em ruínas. A Bíblia é apenas um livro de decoração. O fogo do incenso da oração já está apagado. O culto doméstico morreu. Os cânticos espirituais cessaram. No lugar da conversa piedosa e boa ao redor da mesa foram colocadas as telenovelas, eivadas de apelos a todo tipo de degradação moral. Se quisermos ver a restauração da família, os cônjuges precisam orar juntos, servir de suporte um ao outro, encorajar um ao outro e ser bênção um para o outro. Só assim teremos casamentos fortes, cônjuges felizes, filhos saudáveis e famílias abençoadas e abençoadoras!

#Divórcio #Separação #Casamento

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