Vida espiritual: há ambiente aconchegante no lar? Estamos crescendo no relacionamento com Deus? Oran



“Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos... ao redor da sua mesa.” Salmos 128.3

Na minha infância, meu pai realizava o culto doméstico após as refeições. Ele levava a Bíblia e a revista da Escola Dominical para a mesa, e quando terminávamos, lia o texto do dia e nos perguntava o que havíamos entendido. Às vezes eu e meus irmãos não gostávamos de ficar ali parados ouvindo aquela leitura, pois nossos amigos e a bola nos esperavam na rua para brincar, mas não saíamos até a oração final, porque havia a preocupação de nossos pais na transmissão dos valores cristãos.

Em primeiro lugar, a fé em família precisa ser vivida em amor. Todos, a partir do casal, devem amar e se sentirem amados, a fim de contribuírem com suas habilidades para o desenvolvimento do conjunto familiar. Tony Humphreys, em seu livro Família, ame-a e deixe-a, diz que o propósito da família é contribuir para o desenvolvimento de cada um dos seus membros. Uma família sadia cria um clima de aconchego, amor e cooperação, no qual o casal possui autoestima elevada e confiança conjugal e os filhos respeitam os pais, conforme Provérbios 31.10-31.

O ambiente em nossas famílias está aconchegante? Em segundo lugar, em uma família na qual o aconchegante amor de Deus circula, as pessoas crescem no relacionamento. Com a melhora do relacionamento vertical, começa-se naturalmente a partilhar a fé que ali existe com os que buscam ajuda. Está cientificamente provado que se envolver em projetos de ajuda social desenvolve a felicidade em quem ajuda. Não foi por acaso que Jesus disse que é mais bem-aventurado dar do que receber. Quando criança, atuei numa igreja emergente como “zelador voluntário”, que limpava e preparava o ambiente para as reuniões. Hoje, com minha esposa, dirigimos um grupo terapêutico de casais, que reflete sobre os relacionamentos familiares, com o objetivo de apoio mútuo.

Quando recebemos apoio em casa, a gente apoia lá fora! Em terceiro lugar, uma família que se ama e abre o seu coração sente a necessidade de equipar outros para fazerem o mesmo. O discipulado não é uma opção, conforme Mateus 28.18-20. Muita gente sincera se aproxima de igrejas em busca de modelos melhores e não encontra, pois o que existe hoje na maioria das igrejas é o trivial, senão situações piores, ética e moralmente, o que provoca enorme decepção. São ovelhas sem pastor, famílias que não oram juntas, não refletem na Palavra em casa, mas apenas assistem cultos semanais em comunidades que não se preocupam adequadamente com as relações familiares. Não há pessoas preparadas nem tempo suficiente dos líderes para acompanhá-las. Para que tenhamos famílias, igrejas e cidades melhores, precisamos capacitar líderes que trabalhem com as famílias, ajudando-as em suas lutas, enfatizando que vivência dos valores cristãos começa em casa, com o amor, a fé e um bom ambiente, e não nos cultos da igreja.

Se desejamos igrejas e cidades melhores, é preciso investir na capacitação de líderes de famílias! Que o Senhor nos ajude nessa tarefa.

#Casamento

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