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O culto da minha família a Deus!



Não havia trens, ônibus, bicicletas, muito menos Uber, mas todos os anos, por três vezes, no verão, na primavera e no outono, o pai, a mãe, os filhos (adolescentes, crianças, bebês), os tios, os primos, os avós, e todos quantos pudessem ir, subiam a Jerusalém para adorar. Eles percorriam o caminho montanhoso a pé ou em seus animais. Levavam consigo seus pertences necessários para aquela viagem, sua alimentação (de ida e volta) e a sua oferta (o animal para o sacrifício ou frutos da colheita). Iam ao templo, participavam de todo o culto de adoração, juntavam sua família, arrumavam todas as suas coisas e voltavam para a estrada. Não havia pousadas com piscinas nem restaurantes (na forma como conhecemos). Mas eles iam, sempre, era ordenança do Senhor!

Acredito que as famílias iam se reunindo durante o caminho até Jerusalém, por todas terem de ir participar na mesma data, porém cada uma vinha de uma parte, em momentos diferentes, e talvez uma grande caravana fosse se formando. No caminhar daquela jornada era possível ouvir algumas canções, que todas as famílias conheciam e cantavam. Elas estão no livro dos Salmos. Vamos ver um pouco o que dizem:

  • Salmo 120 – lembravam-se daqueles que não puderam ir à festa, e que eles eram privilegiados por poder ir;

  • Salmo 121 – pediam a proteção de Deus em sua jornada;

  • Salmo 122 – celebravam Jerusalém como o local da peregrinação, como o lugar que Deus escolheu habitar;

  • Salmo 123 – falam do Deus que se encontra entronizado e que age em favor do seu povo;

  • Salmo 124 – davam graças a Deus, ao grande livramento do seu rei Davi;

  • Salmo 125 – cantavam uma instrução pública, encorajando uns aos outros a dar bom testemunho;

  • Salmo 126 – falavam do regresso do exílio, que todos podiam adorar a Deus, que os trouxe novamente à terra prometida;

  • Salmo 127 – lembravam que toda a realização na vida é resultado do dom de Deus;

  • Salmo 128 – falavam mais uma vez sobre proteção, trabalho, bênçãos, família e temor a Deus;

  • Salmo 129 – falavam sobre a grande perseguição sofrida, mas que nada pode destruir o povo de Deus;

  • Salmo 130 – enfatizavam o que Deus faz pelas pessoas desamparadas que clamam por misericórdia;

  • Salmo 131 – uma confissão de humildade, um ato da vontade;

  • Salmo 132 – na adoração festiva, o povo orava por seu rei.

  • Salmo 133 – falavam da relação familiar ideal, em que há unidade de propósito e ação;

  • Salmo 134 – cantavam sobre adorar a Deus e compartilhar suas bênçãos uns com os outros.

Tudo isso para um dia de adoração! Bem diferente de hoje, do nosso culto de domingo, da nossa célula da semana.

Mas o processo começava bem antes. Os pais ensinavam as canções aos filhos. Também trabalhavam juntos para separar o melhor da colheita, para preparar o novilho perfeito, para fazerem os alimentos da viagem. A adoração começa em casa, bem antes do culto. Adorar a Deus é um estilo de vida, uma forma agradável de dizer a Deus todos os dias: obrigado!

Faça os salmos da sua família! Ensine a seus filhos os motivos que os levaram à salvação, como Deus entrou na sua vida e na vida deles. Contem experiências, orem juntos, leiam histórias bíblicas, assistam a vídeos cristãos, todos os dias.

O dia do culto, ah, o dia do culto! Deve ser o dia mais perfeito e alegre, o dia em que nos reunimos como família. Que haja motivos de sobra para ir adorar a Deus, aquele que vive eternamente.

#Casamento #Adoraçãoemfamília

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