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Manual do proprietário



Lembro-me da primeira vez em que comprei um carro zero-quilômetro. Li o “Manual do Proprietário” com toda a atenção, verificando as especificações do veículo e as recomendações da fábrica. Após uma semana andando com o carro na cidade, estava plenamente satisfeito com ele. Correspondia em tudo às minhas expectativas. No fim de semana, resolvi viajar com a família. Colocamos a bagagem (quanta bagagem temos com os filhos pequenos) no porta-malas, parei no posto para abastecer e calibrar os pneus. Abri o Manual do Proprietário no item calibragem dos pneus, li o que lá constava e disse para o frentista: “Calibre com 28 libras os quatro pneus”. Ele olhou para mim com a mangueira do calibrador na mão e disse: “Mas só isso? É muito pouco! Todo mundo calibra com 33 libras quando vai para a estrada. Venha aqui fora e veja, com 28 libras o pneu fica baixo e barrigudo dos lados”. Disse para ele: “Bom, se todo mundo está colocando 33 libras, então coloque”.

Carro abastecido, pneus calibrados com 33 libras, lá fomos nós para a estrada! Mas algo inesperado aconteceu. O carro não era o mesmo que eu havia dirigido durante toda a semana. Estava instável nas curvas, duro, desconfortável. Por duas vezes parei no acostamento para ver se havia algo errado.

Até que, ao entrar um pouco mais veloz em uma curva, o carro começou a escapar da estrada para o acostamento e por pouco não fui parar no barranco. Passado o susto, parei para pensar o que podia ter provocado aquela mudança no comportamento do carro. “Só pode ser a calibragem dos pneus!”, exclamei. Voltei para a estrada, parei no próximo posto e disse para o frentista que precisava calibrar os pneus. Ele veio logo com a mangueira do calibrador na mão, mas li no manual que para calibrar os pneus era necessário que eles estivessem frios. Disse ao frentista que só faria a calibragem dali a 5 minutos, quando os pneus estivessem frios. Ele voltou após os cinco minutos e pedi que colocasse 28 libras nos quatro pneus. Para minha surpresa, ele também disse: “Mas só isso?

É muito pouco!”. Eu disse em tom mais alto: “Só isso mesmo! Só 28 libras nos quatro pneus”. Voltei para a estrada, e o carro voltou a ficar ótimo, estável, macio, confortável e agradável de dirigir. Pensei comigo: eu desprezei todo o conhecimento de quem planejou e fabricou o carro, que conhece cada detalhe dele e que quando recomendou as calibragens o fez após exaustivos testes, em que concluíram que aqueles valores eram os melhores para conforto, estabilidade e segurança do veículo. Eles criaram o Manual do Proprietário para que eu ficasse satisfeito e feliz com aquele carro. E eu desprezei todo aquele conhecimento da fábrica para seguir a orientação do frentista, que certamente desconhecia como um pneu era feito e quais testes foram feitos para que chegassem àquele valor recomendado. E eu coloquei minha vida e da minha família em risco por não seguir as orientações do manual do fabricante do veículo.

Às vezes fazemos isso com nossa família! Deus criou a família para que o homem (ser humano) seja feliz com ela! E nos deu um Manual da Família, chamado Bíblia Sagrada, onde nos dá as diretrizes para sermos felizes com ela. Deu-nos também um call center grátis, chamado oração, por meio do qual podemos ouvir o que o “fabricante da família” tem a nos dizer nas situações difíceis e imprevistas. Mas o que não faltam hoje são conselhos de “frentistas familiares”, que têm provocado muitas derrapagens e às vezes até “acidentes graves”, com perda total do veículo chamado família.

Diante disso faço este desafio:

1) Volte sua família para os princípios da Bíblia Sagrada. Esqueça os conselhos dos “gurus frentistas” em artigos de jornais, revistas, TV e internet. “Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu final são caminhos de morte” (Provérbios 14.12). 2) Faça da oração o canal direto da sua família com o seu Criador. Louve-o pelas suas alegrias e vitórias. Exponha para Ele seus anseios, seus temores, suas dúvidas, suas preocupações. Ele, melhor do que ninguém, poderá ajudar você e lhe dar sabedoria e a paz necessária para enfrentar as situações. “Não estejais ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4.4-7). 3) Mantenha, sempre que possível, o culto doméstico, a leitura da Bíblia e a oração familiar uns pelos outros. Se os filhos moram longe, ore junto com seu cônjuge por eles. Se forem pequenos, cultive neles cânticos de louvor, memorização de versículos e prática da oração. 4) Coloque sua família nas mãos de Deus!

#AfamílianasmãosdeDeus

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