A graça garante a paciência mesmo diante de uma irritação



Nada melhor que chegar em casa e descansar do exaustivo dia de trabalho! Mas de repente você se vê assediado por uma série de tarefas que solapam o “merecido descanso”: são as crianças que necessitam de cuidado e atenção, as tarefas domésticas que insistem em repetirem-se infinitamente, demandas extraordinárias causadas por problemas de saúde, etc. Então, a frustração de não poder “relaxar”, somada ao cansaço do dia e outras variáveis, gera uma irritação que muitas vezes se converte em atitudes grosseiras, palavras ásperas e/ou até brigas.

O que fazer quando isso nos assola? Como controlar esse tipo de irritação? Certamente, o clássico “contar até dez” não funciona!

Jean Vanier, um leigo cristão criador de centros de acolhimento a pessoas com síndrome de Down e outras enfermidades similares, escreveu um precioso livro intitulado Comunidade, lugar do perdão e da festa, no qual afirma que conviver com os outros é, ao mesmo tempo, a experiência mais fascinante e mais terrificante que existe. Fascinante porque é somente no convívio com outras pessoas que eu experimento a sensação de ser amado e acolhido com todas as minhas limitações e virtudes; terrificante porque também é convivendo com outras pessoas que eu descubro a minha incapacidade de amar incondicionalmente!

Nosso grande desafio para vencer essas irritações é aprender a amar aqueles com quem convivemos de forma incondicional – e isso implica certo sentido de morte! 1 João 3.16 nos diz que a única forma de conhecermos o que é o amor é dando a nossa vida, ou seja, morrendo em favor do outro! Morrer nos nossos pequenos desejos autocentrados; morrer em nossas “fantasias” de descanso; morrer em nossas “pseudoprioridades”.

Certo dia um pai me disse que ficava muito irritado quando chegava em casa e queria descansar e os filhos não deixavam, apresentando demandas e mais demandas de atenção e cuidado. Então eu disse a ele: “Aprenda a descansar brincando com as crianças! Sim, quem disse que descansar é só se jogar no sofá e vegetar diante da TV, do celular ou do notebook?”. Ele nunca tinha pensado nisso.

Por fim, temos MEDO de morrer pelo outro porque ainda não aprendemos a verdade última do cristianismo: não há morte sem RESSURREIÇÃO! E essa ressurreição não é só do corpo, é também das nossas emoções, que se renovam com a alegria e a gratidão do outro por nossa entrega!

Teremos plena compreensão disso quando experimentarmos a profundidade da graça de Deus em nossa vida!

#Casamento #Graça

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