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Relacionamentos - Investimento para toda a vida



Durante um bom tempo fui cliente de uma empresa que dizia dar muita importância aos relacionamentos e até usava isso em suas campanhas de marketing. No entanto, quando eu realmente necessitei resolver problemas, logo percebi que o discurso nem sempre batia com a realidade dos fatos. A palavra “relacionamentos” anda muito em voga ultimamente, mas por vezes me pergunto o que verdadeiramente move as pessoas e organizações: um relacionamento íntegro ou o dinheiro que possuímos?

Impactando por meio dos relacionamentos Acredito que, devido à minha formação cristã, cedo compreendi que cada ação empreendedora deve focalizar prioritariamente as pessoas e não o dinheiro delas. Evidentemente, o ganho financeiro será uma consequência natural do nosso trabalho, seja qual for o ramo de negócios em que atuamos. Quando dou uma palestra ou seminário, estou convicto de que uma palavra ou pensamento compartilhado com os ouvintes pode ser o pontapé inicial para uma nova visão de como gerenciar o dinheiro ou de como viver a própria vida. Verifico, e algumas estatísticas confirmam, que mesmo pessoas que ganham bem podem ter vidas sem significado se não sentem que seu trabalho tem um impacto efetivo na vida de outras pessoas ou se ainda não se convenceram de que esse impacto é o melhor que elas poderiam ganhar como fruto do seu trabalho, e isso sem tirar a importância da remuneração que essas pessoas ganham.

Profissão: Perigo Eu acredito que cada pessoa veio para este mundo para cumprir uma missão específica dada por Deus que não poderá ser realizada por nenhuma outra pessoa. Nesse sentido, somos únicos, pois nossa marca é distinta na sociedade em que vivemos. Quando alguém, por exemplo, escolhe uma profissão ou abre um negócio baseado apenas na melhor rentabilidade possível, está correndo um grande risco. A sociedade notabilizou algumas profissões e excluiu outras da agenda de sucesso. No entanto, necessitamos de profissionais de todas as áreas, até mesmo daquelas que consideramos de antemão como carreiras fadadas ao insucesso. Pessoalmente, acredito que até nessas profissões menos valorizadas é possível ter retorno financeiro substancial quando se procura fazer a diferença.

Dinheiro e relacionamentos Uma vez li um artigo do Stephen Kanitz em que ele contava a história de um empresário “bem-sucedido” que se derramou em lágrimas na véspera do casamento de sua filha ao perceber naquele momento que ele sequer a conhecia, e ela já estava saindo de casa para ter o seu próprio lar. Hoje, a ausência dos pais é fator determinante para muitos males desta sociedade. Por isso devemos equilibrar os esforços de ganho financeiro com aqueles destinados a manter um relacionamento saudável e construtivo com nossa família e amigos. É fato notório que um gerenciamento inadequado do dinheiro causa tensões nos relacionamentos familiares e profissionais.

Deus - relacionamento prioritário Tenho certeza de que a maior herança que meus pais me deram foi a de entender que existe um Deus criador de todas as coisas e que tem um desejo genuíno de se relacionar comigo, até porque Ele não tem interesse algum de retorno financeiro como fruto desse relacionamento. Por isso, desde que iniciei minha carreira como educador financeiro, o que norteia meu trabalho é levar às pessoas a perspectiva de que, paralelamente a uma vida financeira bem-sucedida, elas podem estabelecer um relacionamento prazeroso com Deus e com as outras pessoas que as cercam. Para mim, o sucesso financeiro está diretamente ligado ao sucesso nos relacionamentos.

#FinançasemFamília

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