O perdão é a chave para a manutenção da família



O perdão é a chave para a manutenção da família. Perdoar é crucial para a libertação da amargura, mágoa e reconciliação no casamento. O perdão abre caminho para Deus realizar cura e restauração. Ao perdoar, o casal abre as portas para o agir de Deus. O perdão cria uma nova pessoa. Perdoar é andar em vitória. É agir como Deus agiria.

Há um poder extraordinário no perdão. Perdoar é escolher reconciliação, luz e a paz de Deus. Perdoar é impedir a ação do diabo no casamento. O perdão tapa as brechas que podem dar entrada ao orgulho no casamento. “Antes, sejam benignos, compassivos, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, lhes perdoou” (Efésios 4.32). “Suportem uns aos outros, perdoem-se, se tiver motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor lhes perdoou, assim também perdoem” (Colossenses 3.13).

O que é perdão? Há várias palavras gregas que nos dão o significado de perdão. Aphiemi significa “deixar ir”. “Perdoar” é usado cento e quarenta e cinco vezes no Novo Testamento, de Mateus 3.15 a Apocalipse 11.9. A palavra denota o perdão de dívidas (Mateus 6.12), cancelando-as completamente. Implica libertação, deixar o ofensor completamente livre e sem débito.

Outras palavras usadas para perdão no Novo Testamento são: áphesis, substantivo usado dezessete vezes, que significa “despedida”; charizomai, cujo significado é “ser gracioso com”, usada vinte e duas vezes, uma delas em Efésios 4.32. É usada para o ato do perdão, tanto divino quanto humano (Lucas 7.42-43). Apolúo significa “soltar, deixar ir”. Jesus usa a palavra quando fala à mulher encurvada por dezoito anos: “Estás livre do teu mal” (Lucas 13.12). Também a usou em Mateus 18.27: “E o senhor daquele servo, compadecendo-se, libertou-o e perdoou-lhe a dívida”.

Portanto, perdoar significa: deixar livre, soltar, libertar, dar adeus, permitir que vá embora, oferecer favor incondicional àqueles que nos feriram. Não levar em conta o mal causado. Não reter a mágoa. Não cultivar a ferida. Agir como se o incidente nunca tivesse acontecido.

Perdoar pecados é uma prerrogativa divina (Salmos 130.4). Jesus recebeu da parte do Pai o poder de perdoar (Mateus 2.5). Perdão pleno, gratuito e eterno é oferecido a todos quantos se arrependem e creem no evangelho. E segundo o ensino de Jesus, fomos perdoados e devemos perdoar quem nos ofende, de modo imediato, abundante, definitivo. Porque o nosso perdão deve imitar o perdão divino.

É preciso entender, no entanto, que o perdão que recebemos de Deus é proporcional ao perdão que liberamos sobre nossos ofensores. Jesus orou: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6.12) e afirmou: “Não julgue e não será julgado; não condene e não será condenado; perdoa e será perdoado” (Lucas 6.37).

Perdoar é um ato da nossa vontade. Perdão independe das emoções, que não são inclinadas a perdoar. Muito pelo contrário, elas nos mandam revidar, dar o troco. Cabe a nós decidir trilhar na vereda do perdão e obedecer a Deus. Perdão é questão de obediência. Devemos amar; devemos perdoar; devemos cumprir o mandamento: “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber… Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12.20).

O perdão é composto de dois elementos:

  • Natural – Origina-se no próprio homem.

  • Sobrenatural – É de competência divina.

A parte que cabe a Deus é o milagre. Deus opera o milagre do perdão. Restaura a alma, as emoções, o amor-próprio. Modifica o senso pessoal de justiça. Liberta da amargura e cura o inconsciente.

Esse mover sobrenatural de Deus exige, no entanto, que façamos a nossa parte. Perdoar é uma escolha, é um ato de obediência à ordem de Deus. Ele só fará o milagre quando cumprirmos a nossa parte no processo de perdão. O que acontece quando não perdoamos? Quem não perdoa torna-se prisioneiro do seu passado. Perde a capacidade de viver do presente. Encara o presente com os olhos do passado. É prisioneiro das pessoas e fatos do passado. Tem a mente controlada pelas lembranças daqueles que foram instrumentos de mágoas – dorme, acorda, come e vive com a pessoa que a magoou na mente. Vive encarcerado nos acontecimentos do passado que o impedem de viver plenamente o presente.

É comprovado cientificamente que grande parte (80%) das enfermidades físicas é de origem psicossomática. Quem não perdoa vive atormentado. “Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mateus 18.32-35).

Pedir perdão revela muitas coisas. Pedir perdão é preencher o vazio. Pagar uma dívida. Começar de novo. Destruir o poder das consequências negativas. É quebrar o jugo. Vencer o diabo. Pedir perdão é revelar tristeza pelo mal feito. É voltar atrás. É corrigir erros. É reparar emoções. É fazer bem para sentir-se bem. Ao pedir perdão, não mais dependo de mim – dependo do outro para pegar ou largar, aceitar ou não, fazer-me livre ou manter-me encarcerado.

Pedir perdão é abrir-me e me expor. É abraçar, ou ser humilhado, ou alvo de vingança. Pedir perdão é implorar por compaixão – um coração quebrantado não sossega enquanto não acertar as coisas e ficar em paz. Pedir perdão é não mais querer tocar no assunto; é desejar que a vida vá para frente para não viver amarrado ao passado. Pedir perdão é construir uma ponte sobre um abismo que eu mesmo criei. É querer viver, não morrer.

E perdoar? Perdoar é ordenança. É dever. É dádiva. É graça. É liberdade. É bondade. É misericórdia. É divino. É amor.

#Perdão #Amor

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