Família envolvida na igreja



Filhos chegam ao mundo totalmente dependentes de seus pais. O pai e a mãe é que dão os “moldes” (modelo) a eles, em diversas áreas, como: visão de mundo, esperanças ou desesperanças, otimismo ou pessimismo, perseverar ou desistir, respeito, honra, coragem, fidelidade, não mentir, honestidade, etc. A maneira como os pais se tratam, ou como tratam os outros, é observada pelos filhos e servirá de espelho para o relacionamento destes, para com seus outros irmãos e amigos. Tudo o que foi aprendido e vivenciado na família desde a infância produzirá reflexos para toda a vida, sejam eles bons ou maus.

Vários desses filhos serão diretamente influenciados por seus pais quando o assunto for “envolver-se ou não” nos trabalhos de uma igreja. Obviamente, existem pais que têm uma verdadeira amizade e compromisso com Deus, mas há aqueles que têm somente uma aproximação ritual e religiosa. Pais comprometidos com Deus têm mais possibilidades de gerar filhos também fiéis ao Senhor. Pais não comprometidos, que têm uma atitude religiosa, apenas formal, provavelmente gerarão em seus filhos o mesmo tipo de reação.

O que é ser comprometido com Deus? Ser comprometido com Deus implica ter feito uma entrega consciente e total de sua vida ao comando do Senhor. Existe uma experiência de transformação por meio da ação do evangelho de Cristo em nossa vida. Antes dessa transformação, era uma realidade. Após a mudança, uma nova vida!

A Bíblia mostra que quando isso ocorre, o Espírito Santo entra em nós, dando-nos uma nova compreensão da importância de vivermos agindo segundo os valores do Reino de Deus (Efésios 1.12-14: “Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”).

Pessoas comprometidas desfrutam de alívio por terem sido perdoadas (por meio do que Cristo fez) de uma vida que antes desagradava a Deus. Como consequência, elas desejam aumentar a sua intimidade e proximidade com o Senhor, conhecê-lo melhor por meio do que a Bíblia fala sobre Ele. Buscam viver uma vida limpa por amar e querer agradar ao Criador. Não se satisfazem em somente participar de um ritual religioso.

Um bom exemplo surge quando comparamos com um casal que se ama: quanto mais eles se conhecem, mais desejam aprofundar esse amor. Saber detalhes um do outro, o que gostam ou não, situações que acham embaraçosas, etc. Assim também acontece com os comprometidos com Deus: querem conhecer e aumentar cada vez mais o que sabem sobre o Senhor e o que lhe faz feliz. É por isso que desejam ir à igreja ou às reuniões de culto.

Estratégias sábias ou desastradas Existem pais que usam estratégias sábias e outros que têm ações desastradas quando tentam aproximar seus filhos para uma amizade com o Senhor.

As estratégias sábias são aquelas em que alguns aspectos estão envolvidos, como:

  1. Coerência da vida diária dos pais, com o ensino sobre amizade com Deus – não adianta querer falar sobre Deus aos filhos se os pais vivem se tratando mal, com agressividade e violências, mentiras, etc. Essas incoerências são notadas e cobradas até por crianças.

  2. Alegria dos pais em ir à igreja, tanto para aprender sobre Deus quanto para trabalhar para Ele – pais motivados também motivam os filhos; pais alegres também alegram os outros; pais envolvidos são exemplos de envolvimento dos filhos.

  3. Pais que fazem de sua casa uma extensão da própria igreja – por exemplo, usando, no dia a dia, valores bíblicos como: promover a paz, verdade, honestidade, sinceridade, amor, misericórdia, alegria, incentivo para o bem, mansidão, paciência, etc. Isso pode acontecer em todos os momentos e não apenas nos cultos domésticos.

  4. Pais que fazem da igreja uma extensão de sua própria casa – filhos que participam de uma classe que comunique as verdades bíblicas, com uma linguagem que lhes é apropriada, optam por ficar mais tempo lá. Observam desde cedo a alegria de seus pais ao irem à igreja ou fazerem atividades para Deus (Salmos 122.1: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor”), até que esse anseio passe a ser o deles também.

  5. Pais que facilitam o trabalho dos líderes de seus filhos na igreja – existe uma idade em que os filhos precisam ser levados pelos pais às atividades de seu ministério, como passeios, competições, congressos, corais, teatros, etc. Muitos pais, por preguiça ou negligência, não levam seus filhos. Tempos depois, esses mesmos pais choram por seus filhos terem se afastado de Deus. Aí perguntam: “Onde foi que eu errei?”.

  6. Pais que contribuem positivamente para que seus filhos se envolvam com a turma da igreja – pais sábios ficam de olho nos amigos dos seus filhos. Promover alguns encontros em sua casa às vezes já é suficiente para reconhecer aqueles amigos que têm boas ou más intenções. Vale a pena incentivar momentos dos seus filhos com boas amizades, principalmente quando está envolvida uma turma que ama e busca a Deus.

E quanto às ações desastradas? Elas são o oposto dessas estratégias: quando há incoerência entre o que se fala sobre Deus e a prática diária; quando a “saudável persistência” para ir à igreja transforma-se na obrigação odiosa de uma religiosidade fria… São situações que afastam os filhos da igreja, da turma cristã com a qual estão envolvidos e, por consequência, de Deus.

Comprometidos ou não? Muito provavelmente seus filhos reproduzirão as sementes que vocês estiverem plantando na vida deles hoje! Que tipo de pais vocês têm sido? Pais comprometidos com Deus e envolvidos no trabalho da igreja? Ou pais descomprometidos com o Senhor, desigrejados, descolados de uma amizade com Deus e de tudo o que Ele representa?

Os pais devem ser os discipuladores de seus filhos. Em Deuteronômio 6.5-7, Deus diz aos pais que o amor que eles têm pelo Senhor deve ser ensinado aos seus filhos (“Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos…”).

O exemplo dos pais é uma das influências mais fortes no que diz respeito à vida cristã. Mesmo que eles não percebam, seus filhos estão observando-os em tudo: atitudes, quando lidam com tensões, como reagem às tentações, como manifestam perdão, etc.

Tudo servirá de base para solidificar sua fé. A maneira como a família se relaciona com Deus é que vai dar subsídios concretos para que eles creiam “nas coisas que se esperam” e tenham a “convicção de fatos que não se veem” (Hebreus 11.1). A fé vem por ouvir a Palavra de Deus.

Além do exemplo de uma vida comprometida com Deus, os pais podem ajudar seus filhos quando houver uma “crise de fé”, estando atentos às reações destes. Com um diálogo amigo e honesto, podem descobrir suas dúvidas, procurando resolvê-las. Quando não souberem as respostas, devem ser humildes em admitir, comprometendo-se em pesquisar melhor o assunto para terem respostas satisfatórias mais tarde.

O filho que se converte deve passar por um processo de discipulado, com pessoas maduras e fiéis a Cristo, que se tornem muito mais do que “professores de Bíblia” – eles devem ser bons exemplos a serem imitados. Se esse discipulado for iniciado em casa pelos próprios pais, será um privilégio para estes e bênção para os filhos!

Não há maior recompensa do que ver um filho alcançando a maturidade cristã, como resultado do interesse, amor, incentivo e exemplo de discipuladores, sejam eles pais, líderes ou amigos. A influência positiva contribuirá em muito para que futuramente sejam adultos verdadeiramente comprometidos com Deus e envolvidos no trabalho do seu Reino e no fortalecimento da Igreja de Cristo.

#Evangelização #Igreja

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