Evangelização por meio da família



Existem duas grandes forças no evangelismo: igrejas e famílias saudáveis, dinâmicas e bíblicas. No entanto, essas forças estão inter-relacionadas, uma não pode existir sem a outra. Na evangelização, nenhum método é tão eficaz como uma família bíblica, saudável e dinâmica. Quando o amor de Deus é visto, compartilhado e se faz presente por meio da família, a mensagem do evangelho é ouvida. O melhor argumento para que o cristianismo seja aceito e abraçado é uma família bem-ajustada. Daí a necessidade de a igreja formar esse tipo de família. Como as igrejas são constituídas de famílias, famílias fortes e saudáveis produzem igrejas fortes e saudáveis.

O grande problema é que muitas famílias não veem o evangelismo como prioridade. Se cada família permitisse que seus vizinhos entrassem em sua casa por meio de um grupo familiar, eles descobririam e veriam in loco o estilo de vida feliz da família cristã. O evangelho não é uma religião, é um relacionamento. É uma carta de amor escrita por Deus para cada pessoa. Na família, esse relacionamento de amor é mais poderoso do que em qualquer outra estrutura. Hoje as igrejas investem mais em eventos do que em relacionamentos. Logo, os relacionamentos são superficiais. Sem relacionamentos profundos não se pode levar alguém a Cristo. Onde existem relacionamentos mais profundos do que no seio da família?

Portanto, a igreja deve aproveitar as famílias como estratégia evangelística. O evangelismo efetivo não pode praticar o isolamento, muito menos a moderna filosofia de vida da maioria dos incrédulos: “Respeite-me, não me incomode, e da mesma forma não incomodarei você”. Sem fortes laços familiares de comunhão e amor, a correria destrói o envolvimento pessoal e profundo.

Infelizmente, grande parte das famílias cristãs está indiferente à ordem de Jesus (Atos 1.8), pensando que a graça e o poder que recebeu por meio do evangelho são apenas para dar-lhe alegria, protegê-la do mal, suprir seus desejos e preservá-la pura para morar no céu. Como a palavra santidade significa “separado”, a maioria, literalmente, separa-se dos velhos amigos e parentes, perdendo com o tempo as conexões e linguagem evangelística. Não querem “contaminar-se”.

Alguns pastores, erroneamente, ensinam a família a separar-se dos antigos amigos por medo de ela desviar da igreja. Sem os pontos de contato, amizades e relacionamentos antigos, é bem mais difícil ganhar desconhecidos e familiares. Outra barreira ao evangelismo é que muitas famílias têm medo de testemunhar da fé por causa do despreparo – não aprenderam como comunicar o evangelho e não têm um plano, falta-lhes estratégia. Outras tiveram experiências negativas – fracassaram na primeira tentativa ou foram rejeitadas.

Veja o que Paulo escreveu aos coríntios: “Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. FIZ-ME TUDO PARA TODOS, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele” (1 Coríntios 9.19-23).

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