Servo (a), eu?



“Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; e qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos” – Marcos 10.43-44 Servo(a), a pergunta é séria: eu? Vivemos em uma sociedade extremamente egoísta hoje e entendemos que estamos aqui para ser servidos! A preferencial é sempre minha! Minha agenda? A mais importante do “mundo”. No entanto, a Palavra do Senhor nos leva a uma direção contrária. Aliás, o reino de Deus nos leva a uma direção contrária à que vivemos em nossos dias.

Como maridos e esposas, precisamos entender a importância do desafio que está em servirmos no casamento. Paulo, ao escrever aos gálatas, desafia: “… mas servi-vos uns aos outros pelo amor” (Gálatas 5.13). Essa expressão da Palavra do nosso Deus pode dar muito o que pensar, especialmente se considerarmos que a palavra grega usada no texto original e aqui traduzida como “servir” é doulos, cujo significado literal é “ser escravo de”. Portanto, servir um ao outro em amor significa que devemos ser “escravos” (por opção, escolha, determinação, desejo) uns dos outros por amor, isto é, submeter-nos, obedecer e fazer a vontade de outra pessoa por amor. Isso é uma revolução.

O mesmo apóstolo Paulo insiste: “… cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2.3). Num relacionamento conjugal, o desafio está em darmos o primeiro passo, a disposição para parar e ouvir o cônjuge, os filhos, anteciparmo-nos às solicitações. Ser servo pode ser um ato de extrema espiritualidade. Você já lavou os pés do seu cônjuge? Por ocasião da Páscoa, relembramos o lava-pés, maior exemplo de amor e servo, Jesus. É sempre emocionante ver as pessoas lavando os pés umas das outras. Por que não fazer isso em nossa casa, com o nosso cônjuge, com os nossos filhos ou até mesmo com os nossos pais? Pense de que outras formas você pode “servir, lavar os pés”.

Ser servo não é só fazer pequenos favores domésticos, mas ir além, servir, entregar-se por amor, considerar o outro superior, dar atenção. O evangelista Marcos apresenta as palavras de Jesus: “Quem deseja ser servido que seja o primeiro a servir”. Servir exige abnegação, humildade, coragem, desprendimento, altruísmo, voluntariedade, disposição. Servir aos outros me ensina que eu devo abrir mão das minhas conveniências, do meu conforto, das minhas prioridades em função da necessidade do meu cônjuge, meu filho, filha, do meu próximo. Ser servo hoje em uma relação conjugal é dizer não à “pregação hedonista”: eu tenho o direito de ser feliz ou até mesmo de ser servido. A Palavra de Deus afirma: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como ao Senhor, e não aos homens” (Colossenses 3.23). Somos desafiados a fazer nosso cônjuge feliz, a servir nossa esposa, nosso marido, nossos filhos com o que temos de melhor. Não é suficiente fazer o que é possível, mas precisamos fazer o que é melhor. Para ser servo(a) é preciso aprender aos pés de Jesus. Faça do seu lar um espaço contínuo de serviço e amor a Jesus e aos seus familiares.

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