Para príncipes e princesas não virarem sapos



A pressa é tão marcante e evidente nesta geração que o famoso filósofo Mario Sergio Cortella chegou a compará-la com o processo de preparação de um macarrão instantâneo, o que ele denominou de “miojização” do mundo. Afinal, queremos tudo em três minutos. Entretanto, a agenda repleta de atividades e a afobação cotidiana não ocultam o fato de que a batalha contra o tempo não pode ser vencida.

Essa velocidade intensa atinge diversas áreas, sobretudo o desenvolvimento das crianças. Meninas antes acostumadas a brincar com bonecas até a adolescência, hoje são pressionadas a amadurecer cedo. O corpo ainda está em transformação, mas algumas delas já vivenciam problemas que só deveriam enfrentar anos depois. Entre eles, os conflitos decorrentes de relações sentimentais. Basta uma observação atenta para constatar que o ritmo de desenvolvimento dos dois sexos é diferente. Enquanto meninos estão ocupados com futebol e videogames, garotas passam boa parte do tempo falando sobre garotos. Os meninos continuam meninos por muito mais tempo – alguns, aliás, nunca crescem! Já as meninas, normalmente, primeiro adquirem responsabilidades.

A mistura de imaturidade e explosão hormonal, permeada por uma necessidade quase inerente de pertencimento, leva o adolescente a buscar uma autoafirmação que pode ser bombástica. Nessa fase, a afirmação masculina se dá via conquista (troféus), e a feminina, via afeto (vínculo). Dar vazão a esses impulsos e sentimentos numa fase tão frágil e complexa pode trazer danos irreversíveis. Apesar de ambos os sexos buscarem pertencimento, as necessidades dos adolescentes são muito distintas. É preciso ter muita cautela (e digo MUITA!) antes de se jogar nos braços daquele que parece ser o cara ou a mina.

Diante de tantos riscos, temos a oportunidade de recorrer à sabedoria da Palavra de Deus para nos orientar: “… não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira” (Cânticos 8.4). Já o livro de Eclesiastes, no capítulo 3, nos lembra de que tudo tem seu tempo determinado. Não adianta meter os pés pelas mãos.

A sabedoria popular afirma que “a pressa é inimiga da perfeição”, certo? Segundo as Escrituras, aquilo que representa o vínculo da perfeição é o amor (Colossenses 3.14). Logo, se seguirmos o conselho de Paulo – de nos revestir de amor em todos os nossos relacionamentos –, correremos menos riscos de príncipes e princesas se transformarem em sapos e de a sanidade ir para o brejo.

#Sexo #Casamento

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