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Medo de doenças como a AIDS estará sempre presente



Os primeiros casos de Aids no Brasil surgiram em 1980. Ninguém sabia direito que doença era aquela, mas desde 1978 chegavam dos Estados Unidos notícias sobre “um novo tipo de câncer” que atacava o sistema imunológico das pessoas, fazendo com que doenças geralmente fracas o suficiente para serem combatidas pelo próprio organismo se tornassem fatais.

Por ter sido detectada inicialmente nos grupos homossexuais, a doença foi rotulada erradamente por grupos fundamentalistas como “peste gay”. Viu-se, no entanto, que pessoas heterossexuais portadoras de hemofilia, usuários de drogas ou pessoas que haviam recebido transfusão de sangue também contraíam a doença. Como havia o desconhecimento total da enfermidade e sua forma de ação, não havia nenhum tratamento disponível. Receber o diagnóstico de AIDS nos anos 80 era receber a sentença de morte.

Por volta de 1996, começaram a ser introduzidas medicações que conseguiam fazer um “controle parcial” da doença. Hoje, com o uso dos coquetéis de medicamentos antirretrovirais, o portador de AIDS consegue manter suas células de defesa do organismo, chamadas CD-4, em nível satisfatório e levar uma vida razoavelmente “normal”. Por isso, muitas pessoas perderam o “medo” de contrair a AIDS. Aquela figura do aidético dos anos 80, da pessoa emagrecida ao extremo, caquético, rosto encovado e cuja morte era iminente e certa, não é mais visível hoje nas pessoas que fazem o tratamento.

Isso nos leva a alertar os nossos leitores: 1) A Aids continua ativa e contaminando pessoas. Hoje, alguns vírus da doença já apresentam resistência às medicações. 2) Pessoas que, por algum motivo, tenham tido relações sexuais com outros parceiros sem usar preservativos, tenham recebido transfusões de sangue, compartilhado de agulhas ou se acidentado com elas devem obrigatoriamente fazer os testes para a enfermidade. Quanto mais cedo ela for detectada, melhores serão as chances de tratamento. 3) Mulheres grávidas, mesmo que não tenham sintomas, devem fazer o teste para evitar contaminação da criança. 4) O número de mulheres heterossexuais contaminadas tem crescido, certamente por contaminação provocada pelos maridos que têm “um caso extraconjugal” mantido em segredo ou porque também tiveram uma aventura sexual extraconjugal. Por isso, é importante a realização do teste, mesmo que aparentemente você não pertença a um grupo de risco.

#Doenças #Sexo

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