Há uma ameaça de gravidez indesejada ou aborto



A adolescente de dezesseis anos, oriunda de uma família cristã zelosa, com relativa estabilidade financeira, foi ao meu consultório, pois estava com depressão. E o que poderia levar uma jovem com uma vida promissora pela frente a entrar num processo de depressão em tão tenra idade? Logo veio a resposta: um aborto!

Ela não desconhecia os métodos contraceptivos, e agora o sentimento de culpa a acompanha e a lança na depressão. Triste realidade que quase diariamente surge em meu consultório de psicologia. Jovens com suas vidas marcadas por investidas inconsequentes em relacionamentos sexuais furtivos. A verdade é que os adolescentes, mesmo nas igrejas, já não se constrangem em apresentar-se como “experts” em matéria de sexo. “Ficar” é a tradução dessa conduta de transitoriedade, na qual o que impera é o prazer dos sentidos. Virgindade é termo da história, semelhante, para alguns, a “Tiranossauros Rex”. Essa nova conduta adotada pelos adolescentes exige dos pais uma análise séria.

Que fatores levam os jovens a tal conduta? Que sequelas ela trará para o futuro? Que papel a igreja tem nesse processo?

Em primeiro lugar, creio que, quando filhos já não podem recostar-se no colo do pai, quando não recebem mais o abraço afetuoso da mãe, quando os pais já não demonstram diante dos filhos que se amam (em palavras ou toques), é quase certo que os filhos vão buscar preencher suas demandas afetivas em outras instâncias, em que o afeto é reduzido a sexo e o prazer nada tem a ver com compromisso. Inabilidades afetivas, falta de diálogo e de expressões libertadoras de carinho são as vias que conduzem muitos adolescentes a condutas sexuais irresponsáveis.

E que sequelas tais condutas geram para o futuro? Além de resultados imediatos (adolescentes com encargos parentais; avós criando netos; sintomas emocionais gerados pela culpa de um aborto; impedimento de uma continuidade de projeto de vida; estigma social; etc.), a família como um todo será desestabilizada, gerando tensões internas e afastamento relacional entre os seus membros.

Finalmente, que papel tem a igreja nesse processo? Um papel educativo/preventivo primário. Muitos dos jovens com os quais eu tenho conversado me dizem que em suas igrejas JAMAIS ouviram falar nesse assunto. Igrejas têm sido omissas e, dessa forma, coniventes com tais condutas. Creem que, não falando, as realidades não acontecerão. Doce engano. Tornam-se necessários encontros que falem sobre esse tema, não numa perspectiva legalista, mas num enfoque educativo, sobre quais são os princípios de saúde emocional que a Bíblia oferece.

Nossa tarefa enquanto pais e cuidadores é sempre a promoção de saúde integral e de difusão de princípios sanadores para termos uma sociedade mais saudável no futuro!

#Gravidez #Aborto #Sexo #Namoro

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