Homens que cuidam da casa enquanto as mulheres vão trabalhar



Nas últimas décadas, temos acompanhado um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira, que é a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho, fato explicado pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais. Em razão do avanço e crescimento da industrialização no Brasil, ocorreram a transformação da estrutura produtiva, o contínuo processo de urbanização e a redução das taxas de fecundidade nas famílias, proporcionando a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), realizada pelo IBGE, a população brasileira chegou a 200 milhões, com a estimativa de que mais de 53% é de mulheres.

Uma constatação recorrente é a de que, independentemente do gênero, a pessoa com maior nível de escolaridade tem mais chances e oportunidades de inclusão no mercado de trabalho. Conforme estudos recentes, verifica-se, mesmo que de forma tímida, que a mulher tem tido uma inserção maior no mercado de trabalho. Há uma constatação da pequena melhora nas diferenças salariais hoje, mas ainda não foram superadas as recorrentes dificuldades encontradas pelas trabalhadoras nos cargos de chefia e de equiparação salarial com homens que ocupam os mesmos cargos no mercado.

O que percebemos é que, mais que os homens, há uma inclusão da mulher no mercado de trabalho, elevando a demanda de escolas, creches, asilos, serviços de enfermagem, entre outros. Outro detalhe é o crescimento da ocupação das mulheres no meio executivo.

A revista Exame de março/2016 mostra que a proporção de mulheres entre diretores de empresas foi de 24% em média no mundo em 2015, contra 22% no ano precedente.

É evidente que essa adesão de mulheres no mercado de trabalho tem tirado vários homens do setor profissional, e hoje enfrentamos um momento diferente na sociedade brasileira: alguns homens estão sem ocupação profissional e assumindo, pelo menos temporariamente, o trabalho de casa. A grande pergunta é: como adaptar essa nova realidade e o perfil das famílias mantendo as responsabilidades estabelecidas por Deus?

A Bíblia afirma que quem é o responsável pela condução da família é o homem. Ela traz a responsabilidade de cuidado e provisão para o homem, é o que vemos basicamente em Gênesis 3.17. Só que a Bíblia não traz nenhuma proibição nem entra em desacordo com o processo de ajuda, de contribuição da mulher no trabalho do responsável pelo cuidado e manutenção da família. E é o que vivemos na nossa sociedade: há muitas mulheres que têm sustentado a família porque os maridos perderam os empregos.

Algumas mulheres têm contado com seus maridos para realizar os afazeres domésticos e assumir a responsabilidade de cuidado dos filhos, mesmo sem terem muita aptidão e costume.

Esse é um lado bem interessante para os cristãos que são pais. Essa é uma oportunidade para sermos humildes, reconhecendo que a mulher ocupa um papel especial na sociedade, quebrando o preconceito de anos passados. Onde a mulher tinha pouco valor no mercado de trabalho, agora ela atingiu um patamar melhor e mais profundo.

Homens que têm cuidado dos lares e até de crianças pequenas não precisam se sentir pequenos e inferiorizados. Eles devem agradecer a Deus por poderem aprender um pouco da arte feminina de cuidar do marido, da casa, dos filhos e ainda trabalhar fora.

Enquanto não há uma colocação no mercado para os homens que estão em casa, a visão deve ser a de glorificar a Deus por meio do serviço doméstico. Levar as crianças na escola exalta Deus, lavar roupas também. Preparar a roupa para as crianças, dar banho, preparar o almoço e deixar tudo limpo na casa também nos faz honrar Deus.

Tanto da parte do homem como da mulher deve haver humildade e a prática do texto de Efésios 5.21: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus”. Aqueles que estão sujeitos a Cristo não encontram dificuldades em sujeitarem-se aos outros. É interessante que a sujeição tem a ver com humildade, longanimidade e benignidade. Todas essas palavras são parte do fruto do Espírito Santo. Em Tiago 4, temos estas palavras: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (…) Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará” (vv. 6-7, 10).

A palavra submissão tem o sentido mútuo entre marido e mulher no texto de Efésios. Ou seja, vivemos em submissão diante do próximo e ele faz o mesmo conosco. Essa verdadeira sujeição só acontece quando somos cheios do Espírito Santo na caminhada. O Espírito Santo é humilde, e aqueles que recebem sua plenitude sempre revelam a meiguice e a mansidão de Cristo.

O jeito de o marido assumir as responsabilidades do lar sem perder a visão bíblica de ser líder da família está no fato de ele e a esposa serem plenos do Espírito. Esse modo de vida é que gerará o crescimento em comunhão, em gratidão diante de tudo na vida e na submissão como cônjuge. O marido olhará para tudo com graça, a mulher também fará o mesmo e respeitará com honra seu marido, sem querer ser mais do que ele porque traz o suprimento para a provisão da família.

Que o Eterno Deus nos ajude a olhar para os homens que estão assumindo as responsabilidades no lar com graça e sabedoria!

#Carreira #Tempo #Casamento

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