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A morte e o morrer



A vida é demarcada por uma sucessão de etapas que se inicia na fecundação e termina na morte. A passagem de uma etapa à outra é sempre um movimento de desarticulação e rearticulação que denominamos de “crises de passagem”, sendo a última delas a morte. Morrer é parte deste contínuo da vida!

Somos também seres que estão biologicamente determinados para a ressurreição, ou seja, a ressurreição está inscrita em nossas células desde nosso nascimento. Todos os dias, milhares de células de nosso organismo morrem, e outras surgem em seu lugar, que são idênticas e ao mesmo tempo diferentes. Não são células mortas que “reencarnam”, mas novas células que nascem seguindo exatamente o mesmo padrão das células que morreram – porém não são as mesmas células. A esse processo denominamos de “biologia da ressurreição”. Por isso a Bíblia afirma que TODOS ressuscitarão – alguns para a vida eterna e outros para a morte eterna.

A questão então é: como preparar-se para essa última “crise de passagem” que é a morte? Em verdade, jamais podemos estar totalmente preparados, pois somente Deus é quem sabe o momento de nossa morte, por isso essa preparação não deve ser um planejamento para um futuro distante, mas algumas ações práticas para o hoje!

Um bom preparo para a morte inicia-se com um bom preparo para a vida, ou seja, é preciso desenvolver relacionamentos significativos. Para os que são casados, isso significa desenvolver um relacionamento conjugal em que haja uma contínua construção do “Reino do Nosso”. Lamentavelmente, nossa sociedade sempre nos bombardeia, sobretudo por meio da mídia, com sugestões de que devemos criar o reino do EU e não pensar nos demais à nossa volta. Isso faz com que muitos casais passem a vida juntos, mas nunca desenvolvam o sentido do NOSSO.

Assim, cônjuges acabam escondendo do outro toda sua vida financeira e seu patrimônio, com medo de serem “roubados” pela pessoa a quem juraram amor eterno! O problema se incrementa quando a pessoa morre e o cônjuge nada sabe da vida financeira do outro, e oportunistas acabam ficando com o resultado do labor de toda uma vida.

É preciso SIM ter uma sintonia fina também nessa área. O ideal é sempre o casal ter contas bancárias conjuntas – mesmo que, por questões práticas, tenha duas contas conjuntas e somente cada um movimente sua conta. Da mesma forma, é prudente manter seguros de vida tendo o cônjuge como beneficiário (ou os filhos na ausência do cônjuge, ou ainda irmãos no caso de solteiros). Essas coisas facilitam muito no momento de inventariar os bens de uma pessoa que falece.

Uma declaração transparente de bens e direitos no Imposto de Renda ajudará o cônjuge ou a família a elaborar um inventário mais preciso e a agilizar o seu processo. Por fim, em tempos de internet e de “dinheiro de plástico” (cartões de débito e de crédito), também é preciso que login e senhas em sites importantes – principalmente de bancos – sejam informados ao cônjuge (e/ou filhos) para que saldos bancários possam ser consultados e transferidos com agilidade e não fiquem meses bloqueados em processos de inventário.

Claro que tudo isso pressupõe transparência e confiança, todavia, se tal transparência não existir entre o casal ou entre pais e filhos, minha sugestão é que a família reavalie seus relacionamentos à luz da Palavra de Deus!

#Terceiraidade

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