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Comunicação conjugal



Sempre ouvimos no mundo corporativo que “a comunicação é a alma do negócio”. Essa afirmação ressalta que a vida de uma organização está ligada à importância da comunicação de seus produtos e empreendimentos. Viver é comunicar-se. Sem uma boa comunicação, as nossas relações interpessoais são difíceis e delicadas. O paradigma da época em que vivemos é a velocidade dos recursos tecnológicos. Podemos afirmar que o “mundo é pequeno”. As notícias são passadas através das mídias, em questão de segundos, alcançando a totalidade do nosso planeta. Por isso, alguém disse que quem tem a comunicação tem poder. A comunicação agita o mercado e gera em nós o apetite para consumirmos.

Portanto, a comunicação é o centro de todo relacionamento. Dessa forma, ela é a chave para o desenvolvimento das saudáveis relações conjugais. Por meio da comunicação os casais se revelam, se manifestam e, especialmente, se conhecem e crescem na maturidade matrimonial. Nessa dinâmica, nasce a fecundidade do diálogo que alimenta as etapas da vida conjugal. Lembre-se de que o matrimônio não é, simplesmente, uma cerimônia, mas é um processo convergente ou divergente, de crescimento ou recuo. O amor matrimonial ou cresce ou decresce. Se ele é cultivado, subirá os degraus de sua própria caminhada ascendente. Ele se transforma à medida que o casal caminha numa atmosfera de comunhão, de respeito, de corresponsabilidade e de maturidade, à luz do ensino bíblico de que precisamos produzir os verdadeiros frutos do Espírito na vivência conjugal e familiar (Gálatas 5.16-26).

Devemos lembrar no contexto da vida conjugal que Deus é o comunicador por excelência. Ele quer que nos relacionemos bem com a totalidade da vida, inclusive com o meio ambiente. O ato criativo de Deus narrado no livro de Gênesis é um extraordinário instrumento de comunicação: Ele comunica seu projeto de vida para a humanidade. Lamentavelmente, o pecado tem causado destruição, inimizades, guerras, separações, intrigas etc. A narrativa da Torre de Babel (Gênesis 11.1-9) é um retrato do egoísmo humano e os resultados de uma comunicação que não confere com o projeto transformador de Deus.

Por isso, a história da salvação sublinha a insistência de Deus em comunicar-se conosco. Ele enviou à terra o maior comunicador, Jesus Cristo. Ele veio e misturou-se com a nossa realidade, sentiu a nossa dor, chorou e trouxe a plenitude da vida (João 10.10) e ainda viveu a verdadeira comunicação do amor. Por isso, a vida conjugal precisa ser reconstruída a partir dos parâmetros da mensagem do Pentecostes (Atos 2). Nessa plataforma, o Espírito Santo traz ao mundo a ousadia da comunicação da fé, da esperança e do amor. O evangelista Lucas, ao narrar a descida do Espírito Santo, aponta que, a despeito das diferenças culturais, podemos viver a linguagem do afeto, da solidariedade e da comunhão: “E todos foram cheios do Espírito Santo (...) Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (Atos 2.4, 8).

Esperamos que no caminhar conjugal possamos aprender a comunicar a linguagem da graça divina que perdoa, sara (Salmos 103.3-5) e transforma os relacionamentos mesquinhos em relacionamentos profundos.

Para refletir Quais as dificuldades para o diálogo (comunicação) conjugal? Quais os pontos favoráveis para o diálogo (comunicação) conjugal?

#Comunicação

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