O mundo que nossos filhos enfrentam



Você já se pegou sonhando com um mundo perfeito, onde seus filhos não sofressem? Já se percebeu lamentando não viver num lugar melhor do que este em que mora? Ou quem sabe se imaginando habitar com sua família numa daquelas cidades perfeitas que vê nos programas de TV? Já invejou os que pertencem a outra realidade, julgando ser aquele o modelo de vida ideal em família, onde os filhos só teriam boas opções de escolhas? Acredite, caro leitor, este mundo não existe! Seja onde for a nossa moradia, seja qual for o nosso endereço, o que veremos sempre à nossa volta será um emaranhado de desafios, incertezas, preocupações e infindáveis medos. Nossos filhos estarão expostos a inúmeros riscos em cada uma das fases que atravessarem. As ofertas que terão à sua disposição nem sempre serão boas! Por vezes as satisfações serão ilusórias, as propostas inoportunas e os atrativos enganosos. O antigo sonho de consumo de nós pais, de um mundo ideal, é uma realidade utópica, nunca alcançada. Desta forma, a aflição toma conta de nosso coração quando percebemos os perigos que enfrentamos e a falta de preparo que eles têm ao enfrentarem o cotidiano de decisões. Isso tudo nos faz perder o sono. E quando dormimos, sonhamos...

A vida é mais complexa e estranha que um sonho. Nossa única e mais saudável alternativa é ficarmos bem acordados, prontos e dispostos a enfrentar o desafio de sermos pais, cientes das implicações e responsabilidades que isso nos proporciona. É interessante observarmos como ficamos vulneráveis ao sentimento de impotência, cada vez que uma nova fase é vivida por nossos filhos. Mas não devemos nos sentir sozinhos nesta caminhada. Foram-nos deixadas preciosas orientações num manual infalível, que é a Bíblia.

Lembre-se das noites tão longas com aquele choro persistente, cuja razão não conseguia identificar. E do primeiro tombo, do primeiro dia de aula, da primeira mentira, da primeira paixão, da primeira noite fora de casa. Pense na vida emocional e sentimental tão conturbada. A lista ficaria muito mais longa se você parasse agora para se lembrar de tudo o que já passou como pai ou como mãe. Quantas dificuldades! Quantos sofrimentos! E mesmo assim dizemos de boca cheia: “é meu filho”, “é minha filha” ao nos referirmos a eles.

É fácil identificar os desafios que se tornaram problemas ao longo da história de nossa família. Muitas vezes, para enfrentá-los à luz da Palavra de Deus, foi preciso contradizer os conselhos que ouvimos de parentes e amigos: “isso vai passar, é só uma fase, deixa para lá, faça de conta que não está vendo”. Mas quero lembrá-lo(a) do que a Bíblia nos ensina, através do apóstolo Paulo: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

Como orientadores que somos, não podemos nos conformar com o que nos é imposto por meio das regras, conceitos, costumes ou inovações. Outra maneira de entendermos esse ensinamento bíblico é que não devemos “tomar a forma” deste mundo, agindo como a maioria age. Ou seja, não podemos pensar: é assim mesmo, tenha paciência que vai passar, não tem problema, todo mundo faz, não tem jeito, este é o mundo em que vivemos, as coisas estão mudadas e é assim que deve ser. Precisamos descobrir qual é a vontade de Deus para a nossa casa. E essa vontade é boa, perfeita e agradável. Aí está o segredo para que nós pais não nos desesperemos.

Através da intimidade com Deus podemos descobrir a sua boa vontade. Mas como ter essa experiência com o Senhor? Sabemos o que uma pessoa pensa quando a ouvimos e conversamos com ela. Isso só acontece quando investimos tempo para conhecê-la! O mesmo acontece em nosso relacionamento com Deus. Só investindo tempo para conhecê-lo e entender o que nos ensina em sua Palavra é que poderemos colocar em prática seus ensinamentos. No aconselhamento, na conversa, na correção e no apoio, as verdades aprendidas poderão ser colocadas em prática dando segurança e paz no lar. O texto de Romanos 12 nos supre com os nutrientes pelos quais nossa alma anseia em relação à vida cristã e à paternidade. Nele aprendemos que uma mente transformada gera confiança e esperança. Esses dois elementos, a confiança e esperança em Deus, são essenciais para se ter uma verdadeira vida cristã. Elas serão como duas sementes plantadas no coração de nossos filhos. E é o próprio Senhor Jesus Cristo, através de seu Espírito Santo, que dará o crescimento adequado.

Conta-se que o povo de um vilarejo, que atravessava uma seca prolongada, se reuniu para orar a Deus pedindo que mandasse chuva. Mas de todos os que estavam ali, apenas um garotinho levou guarda-chuva, ou seja, apenas ele realmente esperava a resposta de Deus. Seguindo o exemplo daquele garoto, continuemos a fazer a nossa parte, buscando ser um pai ou uma mãe segundo o coração de Deus. Oremos e trabalhemos firmes no propósito de termos filhos rendidos aos pés de Cristo. Mas sempre “com o guarda- -chuva na mão”.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem” (Hebreus 11.1)

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 29.11)

#Pais #Paisefilhos #Paternidade

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