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Desenvolvendo o senso crítico



Na sociedade moderna assistimos, numa velocidade muito grande, à evolução da tecnologia da comunicação. A centralidade da mídia é intensa e tão imensa que, na realidade, nenhum evento acontece sem a intervenção direta dela. A vivência diária com a mídia contribui para a aproximação de pessoas, culturas e sociedades diferentes, distintas e distantes entre si, promovendo alterações culturais e outras formas de ver o mundo e os seus sistemas.

Podemos afirmar que o fenômeno midiático é capaz, entre outras coisas, de exercer um autêntico controle social nas comunidades modernas. E a quantidade de informações transmitidas e recebidas dentro de um espaço curtíssimo de tempo, que não dá para assimilar nem refletir sobre o seu conteúdo, gera um estado de tensão e angústia nas pessoas por não permitir assimilar tudo o que é repassado.

A contribuição da mídia pode ser negativa ou positiva, dependendo do interesse do transmissor, da forma como o tema está sendo tratado, da conjuntura em que está inserido e das intenções dos envolvidos.

Ao mesmo tempo em que os meios de comunicação pregam a paz, promovem a violência e um sensacionalismo trágico em seus jornais e reportagens que resultam na audiência desejada. Isso transforma a informação em mídia negativa e em um manual de maus costumes, principalmente por conta da riqueza de detalhes, promovendo um processo negativo de geração de violência na sociedade.

Nesse ponto, a mídia é negativa e um veneno mortal, principalmente para os nossos filhos. Eles são afetados e em alguns casos atraídos pelas notícias de guerra e violência urbana, corrupção e desmandos em geral. Assistem a tudo e reproduzem, achando o contexto natural e até interessante, passando a se comportar da mesma forma, a partir dos modelos vistos. Isso porque a mídia é uma das mais contundentes formas de propagação e exaltação da violência.

Criamos os filhos para o mundo, e dessa forma não há como ficar alheios ao desenvolvimento e crescimento das mídias. É importante desenvolver o espírito crítico, conhecendo mais de uma fonte de informação para possibilitar o desenvolvimento de opiniões mais sensatas sobre os assuntos divulgados.

Meus filhos são questionadores e sempre perguntam sobre tudo que ouvem ou assistem na TV e nas mídias sociais disponíveis. Na medida do possível, sempre procuro apresentar a minha opinião e também outros pensamentos que existem sobre o assunto questionado.

Além de promover a reflexão e desenvolver o senso crítico em nossos filhos, somos responsáveis pelo cuidado do que eles ouvem e veem. Portanto, cabe a nós não somente o diálogo com os filhos, mas também o controle efetivo sobre o que eles estão assistindo, jogando ou recebendo dos meios de comunicação.

Gostaria de compartilhar algumas dicas que podem nos ajudar a exercer uma efetiva participação, ajudando os nossos filhos a serem críticos e também seletivos no que assistem nas mídias disponíveis:

Comunique-se com os seus filhos de tal forma que haja diálogo saudável entre vocês para tomarem decisões sobre a programação; Aprenda sobre a mídia e ensine aos seus filhos a respeito de sua influência nos meios de comunicação. Isso significa aprender a avaliar criticamente as ofertas da mídia; Estabeleça limites quanto ao uso do tempo para a utilização do computador e videogames. Não deve ser mais do que uma ou duas horas por dia; Evite televisão, internet ou videogames antes das aulas e da execução dos deveres domésticos e na hora das refeições; Não use a televisão, vídeos ou videogames e computador como babá dos seus filhos. Pode ser conveniente para pais muito ocupados, mas se torna uma ferramenta prejudicial na educação dos filhos; Mantenha aparelhos de TV, computador e videogames fora dos quartos dos seus filhos. Colocá-los lá encoraja o uso e diminui a capacidade de controle; Ligue a TV somente quando houver algo específico que você decidiu que vale a pena assistir; Identifique programas de qualidade e adequados. É necessário que insistamos numa melhor programação para os nossos filhos; Desligue o televisor durante as refeições. Utilize esse tempo para conversar e manter os contatos familiares. Simplesmente desligar os aparelhos não é tão eficaz como planejar alguma outra atividade divertida para a família; Não transforme a TV no ponto central da casa. As famílias assistirão menos TV ou jogarão menos videogames e jogos da internet se os aparelhos não estiverem literalmente situados no centro de suas vidas; Seja ativo, fale e faça conexões com os seus filhos. Veja o que eles estão assistindo. Isso permitirá a você saber o que eles fazem e lhe dará uma oportunidade de conversar com eles; Seja claro antecipadamente com os seus filhos sobre as suas diretrizes quanto a filmes adequados e próprios. Informe-se sobre os filmes, vídeos e jogos disponíveis para serem assistidos e utilizados.

A UNESCO efetivou uma pesquisa em 23 países, inclusive no Brasil, que demonstra que a violência na mídia pode funcionar como elemento de compensação de carências em ambientes confusos e problemáticos e como fator de emoção em ambientes saudáveis. A forte participação da violência na mídia estimula muito mais as ações violentas para a resolução de simples conflitos cotidianos do que os atos pacíficos e de respeito entre as pessoas e a si próprio.

Assim, os brasileiros que demonstram preocupação com a questão da influência negativa da mídia na formação dos filhos são favoráveis a algum tipo de controle externo, de preferência na forma de classificação por faixa etária, horário e controle na venda de jogos, videogames e outros produtos.

Como evangélicos responsáveis e saudáveis, somos desafiados a participar desta ação promotora de qualidade em tudo o que é visto, assistido e praticado pelos nossos filhos.

#Paternidade #Pais #Paisefilhos

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