A transmissão de valores cristãos



A palavra “valor” aqui está ligada a princípios norteadores das decisões que uma pessoa tem de tomar e tem a ver, portanto, com a ética. Todos nós somos seres éticos, isto é, seres que nasceram para tomar decisões. Sempre tomamos decisões. Mesmo que você diga “eu não vou decidir ainda”, já decidiu, pois uma não decisão também é uma decisão – a de não decidir. Então, já que todos somos seres éticos e tomamos decisões, a questão é considerar quais são os valores ou princípios que utilizamos para tomar nossas decisões. Quais são os nossos pontos de partida que usamos para decidirmos? Aqui entram os valores.

Piaget nos ensina que os valores morais ou éticos são formados em diversas fases da vida de uma pessoa. Há, portanto, um desenvolvimento moral no decorrer da vida, e isso começa na infância. Então, desde os primeiros momentos da vida de uma pessoa, ela está olhando para o mundo e aprendendo sobre valores éticos ou morais que vão modelar suas decisões ao longo da vida. Valores como a honestidade e o senso de valorização do próximo começam a ser formados logo cedo na personalidade de uma criança, e o lar é um ambiente fértil para que isso ocorra. Se em nosso lar há busca pela verdade, pela honestidade, pelo desenvolvimento da sensibilidade para com os outros, desde cedo a criança vai desenvolvendo modelos de vida eticamente saudáveis. Além disso, vem o desenvolvimento do diálogo, do respeito pela opinião do próximo, a aprendizagem pelo ouvir o outro, etc.

A Bíblia é repleta de ensinos sobre o valor do lar como ambiente propício para o desenvolvimento da personalidade de uma pessoa e para a transmissão de valores éticos seguros. Veja, como exemplo, Gênesis 33.5; Deuteronômio 6.1-9; Josué 1.8; 24.15; Salmos 127.3-5; Provérbios 13.24; 22.6; 29.15; 2 Timóteo 3.14-15.

A vivência e priorização do lar é tão importante que o próprio apóstolo Paulo enfatiza que o líder cristão deve primeiro cuidar de sua casa antes de cuidar da casa de Deus (1 Timóteo 3.4-5, 12; Tito 1.6); e ainda mais, ele ensina que se alguém não tem cuidado dos seus, e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente (1 Timóteo 5.8).

Infelizmente, em muitas famílias os filhos são órfãos de pais vivos e deixados para serem cuidados por terceiros (empregadas, amas, etc.). Muitos pais se ocupam em buscar o sucesso profissional, financeiro, material e acabam tendo os filhos como estorvo. Nos meios massivos de comunicação, a família tem sido dispensada e há o incentivo de que os pais não têm o direito de indicar os caminhos de vida aos filhos nem ensinar-lhes valores. Os filhos devem decidir por si mesmos o que é melhor. Os resultados já se tornam presentes em nossa sociedade, com adolescentes e jovens desajustados, deprimidos, que vivem na introversão solitária, embebecidos pela internet e redes sociais, sem o desenvolvimento de vida significativa de trocas sociais e convivência.

Muita gente até acredita que a igreja é a responsável pela transmissão de valores aos filhos e crianças, mas Deus concedeu esse privilégio à família. Penso que as igrejas necessitariam criar ESCOLAS DE PAIS para capacitar cada pai e mãe a ser um testemunho vivo para seus filhos, transformando a educação no lar em verdadeiro discipulado. Que tal, a partir de hoje, você ser um discipulador de seus filhos?

#Paternidade #Pais #Paisefilhos

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