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Meu casamento tem jeito?



Não são poucos aqueles que fazem esta pergunta a si mesmos. Esta realidade se revela nos muitos pedidos de oração que recebo, nas confissões ao pé do ouvido à porta das igrejas, nas cartas e e-mails que me são enviados. Depois do desabafo, a pergunta é sempre a mesma: “Será que meu casamento ainda tem jeito?”.

Eram tantas as carícias e juras de amor. Agora, as promessas são quebradas; o tom de voz, antes doce, se tornou ríspido e gritante; as tarefas do cotidiano, que eram prazerosas, tornaram-se pesadas, estafantes e quase insuportáveis; a atração, que os arrepiava por um simples toque de carinho, desapareceu ou é cada vez mais distante.

A falta de diálogo faz o casal ficar em silêncio, cada um no seu canto, com o ar distante, preocupado com sua própria ocupação e prazer, sem participar da vida comum do lar (1 Pedro 3.1-7); entregue à internet ou à programação da TV que passa diante dos olhos, que veem sem prestar atenção. Qualquer barulho ou interrupção é motivo de discussão sem motivo, desculpa para agredir o outro com palavras ou olhares feitos de aço.

O excesso de ocupação aumenta a possibilidade de doenças no casamento. Seria tão mais fácil se o casal gastasse apenas alguns minutos diários numa conversa corriqueira, trocando olhares de cumplicidade, acariciando as mãos um do outro, servindo um cafezinho, ou fazendo gentileza, como abrir uma porta ou passando manteiga em uma torrada e servindo primeiro ao outro. Pequenos gestos podem fazer maravilhas para o casamento.

O casal esqueceu que ao amar ou magoar um ao outro não estão somente fazendo mal ou ferindo o casamento, mas a Deus. Um coração morno destrói o amor. “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” (Colossenses 3.23).

Pena que a maioria só trata de praticar essas habilidades quando, às vezes, já é tarde demais. Não entendeu que, como com o corpo, ação preventiva é primordial para a saúde do casamento.

Escreveu o apóstolo: “Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações” (Tiago 5.8). Doenças do coração matam tanto o casal como o casamento. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4.23).

Assim como na medicina o coração é responsável pelo funcionamento de todo o corpo, também no casamento os males do coração são responsáveis pela vida ou morte do amor. Ou o casal cuida do coração um do outro ou o coração torna-se enfermo, fechado, orgulhoso, duro como granito. Sem tratamento, o coração aprende a não perdoar, a ferir quem ama, torna-se independente, malvado, fechado e insensível.

Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? 1 João 3.17

Para o bem do casamento, arme-se de simpatia, gentileza, carinho, perdão e diálogo. Busque a conciliação, não separação; esteja disposto a relegar as coisas que separam e procurar a presença de Deus. Ele pode garantir a permanência da felicidade no casamento. Exercite essas atitudes, pois essas escolhas funcionam como uma bola de neve a seu favor.

Fortaleça a alegria e rejeite o descontentamento. Uma tirada espirituosa ou uma boa gargalhada podem derrubar muralhas de indiferença e derreter o gelo do coração fechado. “Estas coisas vos escrevemos para que o vosso gozo seja completo” (1 João 1.4). Delicadeza e cortesia são qualidades em extinção e, como tais, extremamente bem recebidas em qualquer ambiente ou situação.

Incorpore essas qualidades e use-as no dia a dia do casamento. Você se tornará tão especial que, em pouco tempo, seus familiares estarão seguindo o seu exemplo. Assim, certamente você chegará à conclusão de que nem tudo está perdido.

Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido. Mateus 18.11

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