A família entre “dois senhores”



“O dinheiro atende a tudo!” Esta frase do sábio e rico rei Salomão elucida um pensamento que meu pai, mesmo na sua limitação de conhecimento, um homem iletrado, sempre dizia para todos quantos viviam à sua volta: “No céu é Deus e aqui na terra é o dinheiro”.

Dentre as muitas batalhas que a família enfrenta debaixo do sol está ganhar o dinheiro de maneira honesta e saber como administrá-lo para evitar cair em um calabouço financeiro. Quantas famílias, por fazerem do dinheiro uma válvula de escape, admiram-no de tal maneira que acabam por se tornar suas presas.

Outras famílias, mesmo ganhando seu dinheiro honestamente e acumulando uma parte dele, têm uma enorme dificuldade para dividir um pouco com quem tem pouco ou até mesmo nada. O coração se azeda na hora de compartilhar, de ser solidário, de estender sua mão a um ferido.

As famílias precisam saber quem dá direção ao dinheiro que o Eterno permite chegar às suas mãos: Deus ou Mamom?

Jesus chamou a atenção da Igreja para um único demônio: Mamom. A impressão que temos é que Ele o via como uma ameaça descomunal para as famílias da terra. Ele disse: “Ninguém pode servir a dois senhores… Não podeis servir a Deus e a Mamom (Mateus 6.24). Isso me faz lembrar de um rabino da congregação judaica do Brasil, que afirmou, em seu livro A cabala do dinheiro, que “o mais longo caminho é o que vai do coração ao bolso”.

John Wesley, no seu célebre sermão sobre o dinheiro, afirmou categoricamente alguns princípios que só fortalecem a vida familiar: ganhe o máximo que puder, economize o máximo que puder, dê o máximo que puder.

A família tem todo o direito de ganhar o máximo de maneira honesta e justa diante de Deus e dos homens, de economizar de maneira saudável todos os recursos dados pelo Eterno, mas, acima de tudo, com toda a generosidade, dar o máximo que vier às suas mãos.

Por isso, é importante analisar o dinheiro de uma perspectiva psicológica e sociológica, para o compreendermos melhor.

O dinheiro me traz temor? Enfureço-me por causa da falta dele? Amo-o que até esqueço que há coisas mais importantes do que ele? O que, de fato, ele produz em minha vida? Orgulho? Frustração? Prazer? Vergonha? Grandes sonhos? Um homem certa vez afirmou: “Minha intimidade com Deus foi diluindo dia após dia quando o dinheiro passou a ser uma obsessão em minha vida”.

Muito embora Satanás só tenha permissão de tocar em qualquer coisa e nas pessoas se o Altíssimo permitir, é bom não esquecer que ele é um usurpador, um ladrão, e qualquer cochilo ou vacilo será o bastante para que faça um estrago nas finanças de quem abriu a guarda para ele.

Anualmente vou aos Estados Unidos e uma das coisas que mais me chamam atenção é o frenesi dos brasileiros que trabalham em três períodos do dia e geralmente de segunda a domingo! Com isso, passam a ser dominados e subjugados pelo dinheiro, perdendo o prazer de desfrutar da vida, de estar com a família. O dinheiro conquistado acaba sendo usado para tratar de doenças ocasionadas por causa dessa correria louca. No final de tudo, o que restou? Nada, simplesmente nada!

Li uma frase que, infelizmente, retrata a maioria das famílias do presente século: “Entre o dinheiro e o caráter, eu fico com o dinheiro!”.

Quem tem sido o senhor dos bens e do dinheiro que o Eterno tem confiado à sua família? Jesus afirmou que é impossível servir a dois senhores!

#Vidaconjugal #Família #Finanças

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