A influência das mídias no nosso dia a dia


Um teste realizado nos EUA reuniu seis pessoas para darem sua opinião sobre determinado assunto. Cinco eram instruídas a votar contra algo que todos seriam nitidamente a favor, e então foi analisada a reação da sexta pessoa. Isso foi repetido com várias pessoas e verificou-se que 70% delas, mesmo sendo a favor, acabavam votando contra por causa da força da maioria.

A mídia tem esse poder! Ela convence e faz com que as pessoas aceitem a sua posição, mesmo sendo errada. A mídia tem esse poder de convencimento. Nós somos muito do que ouvimos, vemos e lemos!

A mídia alcançou um lugar dominante no nosso dia a dia. Ela cria as demandas, orienta os costumes e hábitos da sociedade, além de definir estilos, bordões e discussões sociais. Uma pesquisa revelou que a influência das novelas sobre as famílias brasileiras é muito maior do que pensamos. Muitas mulheres incorporam o comportamento das personagens em sua própria vida, absorvendo valores e mudando atitudes, sobretudo com relação a casamento e família.

Para a antropóloga Miriam Goldenberg, as mulheres veem nas protagonistas dos folhetins um modelo: “O comportamento que se reproduz na novela é o de mulheres independentes, que se tornam modelo a ser imitado. Se elas aparecem nas novelas com menos filhos, trabalhando, com maridos mais jovens, com vários parceiros, isso vira uma coisa que as pessoas não só aceitam como reproduzem”.

Certa vez estava num consultório médico e peguei uma revista muito conhecida direcionada às mulheres e comecei a ler. Eu li um artigo de uma mulher que estava vivendo um momento difícil em seu casamento. Ela contava que em uma viagem para um congresso de sua área profissional ela teve um caso com um homem que conheceu e a experiência serviu para fortalecer seu casamento! No fim, ela recomenda às mulheres terem as suas experiências extraconjugais, pois isso pode ser muito positivo! O relato dessa mulher foi tão convincente que eu pensei: “Qualquer mulher que ler este artigo e estiver em crise no casamento estará aberta a cometer um adultério!”.

Outra coisa que me preocupa muito é a questão da pornografia. Uma mãe me procurou e estava bem chateada, pois seu filho de dez anos estava acessando sites pornográficos pelo celular e disse que os amigos estavam estimulando outras crianças a isso. Ultimamente tenho ouvido o relato de algumas mães dizendo que seus filhos foram brincar na casa de um amiguinho e este abriu um site pornográfico para eles verem! Hoje é importante saber aonde seu filho vai brincar e com quem. É preferível que brinquem em sua casa, e todas as mídias devem ter restrições indicativas de conteúdo exclusivo para adultos.

Eu visitei uma clínica de recuperação de viciados em sexo e pornografia nos EUA, e o livro de seu fundador relata que a maioria das pessoas que se tornaram viciadas em sexo iniciou com pornografia entre 7 e 12 anos de idade! Um jovem guitarrista que foi criado com os tios começou a ver revistas pornográficas apresentadas por eles. No início ele achava “nojento”, mas hoje, mesmo sendo casado, tem de acessar sites pornográficos todos os dias!

Creio que haverá uma geração que se viciará em sexo por meio da pornografia apresentada em revistas, internet e TV a cabo. Temos de fazer algo em relação a isso, pois, com certeza, a mídia corrompe os bons costumes.

A Palavra de Deus diz: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1 João 2.15-16). Os nossos olhos têm uma concupiscência! Os nossos olhos despertam um forte desejo dentro de nós de possuir coisas e mulheres ou homens. Poucas pessoas têm consciência da concupiscência dos olhos.

Uma questão tão comum que enfrentamos é: por que colocar mulheres bonitas e sensuais nas propagandas? A razão é simples: porque os olhos têm concupiscência. Ao ver as mulheres, é despertado um forte desejo de possuí-las e se tenta associar esse desejo ao produto comercializado. Essa técnica funciona muito bem, por isso é tão utilizada nos comerciais. “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará” (Salmos 101.3).

Temos de entender que não somos neutros em relação àquilo que vemos, lemos ou ouvimos na mídia. Seremos fortemente influenciados pelas notícias violentas, filmes de terror e com cenas de sexo, novelas, etc. Ore e reflita sobre todas essas coisas e tome uma decisão de não colocar nada injusto diante de seus olhos!

#Adolescência

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