EDIÇÃO 158 - SETEMBRO/OUTUBRO 2017

O MEU AMOR PARA MEU

CÔNJUGE É INCONDICIONAL

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3.16
A referência que temos do amor incondicional é o amor de Deus. Este sempre foi, é e será incondicional. E a maior prova desse amor foi nos ter dado o que de mais precioso o Pai tinha: seu único Filho, dado em sacrifício por nós.

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Mas o que é o amor incondicional? Como reconhecê-lo? Como senti-lo? Vamos, então, às respostas.
 

O amor incondicional é altruísta – Esse é o tipo de amor que é dedicado ao outro sem esperar nada em troca. É o amor doador, ajudador e até sacrificial. É o amor que se coloca de lado em benefício do outro, que é capaz de dar e doar sua própria vida. O amor altruísta é totalmente vazio de amor egoísta. Ele busca proporcionar alegrias e felicidade ao outro. Sua felicidade é ver o outro feliz. É o amor descrito em 1 Coríntios 13.4-7:


“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.


O amor incondicional é pleno – Não coloca limites nem condições para amar. Ama o outro do jeito que ele é, sem querer mudá-lo, transformá-lo em outra pessoa. Ama sem pressionar, sem exigir, dando espaço e liberdade para o outro ser como é. Adélia Prado assim define: “Amor para mim é ser capaz de permitir que aquele que eu amo exista como tal, como ele mesmo. Isso é o mais pleno amor. Dar a liberdade de ele existir ao meu lado do jeito que ele é”.


O amor pleno não tem espaço para ciúmes, inveja, competição, medo, brigas, etc. Ele basta a si mesmo, é repleto de amor. Ele é vida!


Em 1 João 4.9, temos a descrição desse amor: “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele”.


O amor incondicional é generoso – O amor generoso é espontâneo e puro. Não sabe ser vingativo, não sabe provocar mágoa, sua meta é ser bom o tempo todo. E se por acaso magoar, arrepende-se e pede perdão. Até no confronto, na hora da verdade, ele será bondoso e compassivo. Seu motivo e motivação é sempre amar, dar amor, demonstrar amor. O amor generoso tem alegria em dar e fazer o melhor pelo outro e faz isso todos os dias, incansavelmente. Ele é atencioso e se importa sempre em suprir as necessidades de quem precisa e deseja.


Sabiamente, a Palavra de Deus nos ensina que “há maior felicidade em dar do que em receber” (Atos 20.35).


O amor incondicional é perdoador – O perdão é um aspecto muito importante do amor incondicional. Sem perdão não há graça, nem misericórdia, nem compaixão. “Sem perdão não há futuro”, já nos alertou o arcebispo e escritor Desmond Tutu. Sem perdão não haveria futuro para a humanidade, sem perdão não haveria futuro para os relacionamentos, sem perdão não haveria amor. O amor incondicional tem profunda relação com o perdão. O amor incondicional perdoa, vira a página, desconsidera o infortúnio, zera, torna tudo limpo e novo. Este é o perdão que Deus concede: “O Senhor nosso Deus é misericordioso e perdoador, apesar de termos sido rebeldes” (Daniel 9.9).


O amor incondicional é infinito – É aquele amor que não se desgasta com o tempo; quanto mais dá, mais tem. É o amor que atravessa as tempestades, as estações, as luas e enfrenta com garra e esperança as diferenças, as inseguranças, os problemas e é capaz de crescer a cada dia, apesar de tudo. O amor infinito ocupa todos os espaços do coração e prevalece diante das decepções e tristezas. 


Amar é um exercício interessante, porque quanto mais amor se dá, mais amor se tem para dar. 


O amor altruísta é capaz de mudar a vida de quem ama. Ele não frustra, mas assegura a esperança de que os dias futuros serão bons e permanentes.


“Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor” (1 Coríntios 13.13).


Ao refletir sobre todas essas condições do amor incondicional, podemos concluir que amar incondicionalmente não é uma tarefa fácil. Será somente na fé em Deus que esse amor nascerá, crescerá, se sustentará e viverá. É esse amor que, espelhado no amor de Deus, trará a paz e a satisfação plenas.


Amar incondicionalmente o cônjuge é aceitá-lo como ele é, é estar ao seu lado em toda e qualquer situação, é defendê-lo, é apoiá-lo, é demonstrar em atitudes, comportamentos e palavras seu amor. É amar sem limites e limitações! É ser fiel e honesto, sincero e verdadeiro, invencível e permanente. É ser grande, tão grande que é incapaz de ter fim. É ser bonito e amável, é ser livre e dar liberdade, ser confiável e confiar. É se entregar de corpo e alma, com a indescritível sensação de serem um, apenas um, com espaço somente para seu Senhor, Deus e Pai.


O amor incondicional dignifica e olha com olhos de admiração e respeito o cônjuge. Coloca-o na categoria de importante e prioritário. E é o que seu cônjuge deseja.


Na vida conjugal, mais cedo ou mais tarde a necessidade desse amor chega com uma força sobrenatural. Não será possível viver um amor assim sem sacrifícios e renúncias, compreensão e aceitação. E se um dos cônjuges não for capaz de amar dessa forma, ambos viverão um relacionamento pobre e limitado.


Então, será bem melhor nos deixarmos inundar e sermos levados pelos caminhos desse amor às possibilidades incríveis e arrebatadoras que ele pode proporcionar. Seremos mais felizes se pudermos amar nosso cônjuge tão profundamente que as mesquinharias e pormenores do dia a dia fiquem para trás tal qual malas quebradas ou vazias. 


No casamento, precisamos fazer com que as necessidades do outro sejam parte integrante da nossa vida e satisfazê-las seja nosso objetivo principal; é o amor incondicional que faz isso.


Como se chega a esse patamar de amor? Não há uma fórmula pronta. Cada cônjuge, cada casal precisa descobrir a sua. Certamente que o caminho não é o egoísmo, nossas prioridades e necessidades, nem o medo. Amar incondicionalmente é o sentido primeiro da vida conjugal. Amar o outro e se dedicar a ele incondicionalmente.


No casamento, quem tem amor incondicional ama sem ter razões ou pré-requisitos. Dedica-se totalmente à relação, transformando o amor em uma ação praticada a todo instante, de variadas formas, todos os dias. Esse amor revela-se num olhar, num sorriso, numa palavra de ternura e reconhecimento, no café da manhã na cama, nas conversas necessárias e no passeio de mãos dadas…


Amar assim exige maturidade, compromisso, generosidade e responsabilidade. “Amar alguém não é apenas um sentimento forte. É uma decisão, é uma promessa” (Erich Fromm).

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