Ajudando seu cônjuge durante um tempo de sofrimento

“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela… Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.” Efésios 5.25 e 28

LEIA MAIS

EDIÇÃO 164 - SETEMBRO/OUTUBRO 2018

“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela… Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.” Efésios 5.25 e 28

Todo casamento passa por momentos difíceis, de muita prova. São circunstâncias inevitáveis como doença, dificuldade financeira, crises emocionais, entre outras. Nessas horas, a promessa da aliança tem de ser relembrada.


Há algumas situações que podem abalar profundamente um casamento. Nesses momentos, se não houver ALIANÇA e AMOR SACRIFICIAL, muitos casais decidirão pelo abandono mútuo, pela separação ou pelo divórcio.

Contrato ou aliança?


Nos dias de hoje, as pessoas veem o casamento como um contrato, um acordo entre duas partes repleto de condições. No CONTRATO, a responsabilidade é limitada. Tem escapes, meios de se livrar, cancelar. É baseado em negociação: se ele fizer isso, eu faço aquilo. A relação é fundamentada na troca de vantagens. O interesse pessoal vem em primeiro lugar.


Mas Deus, o criador do casamento, estabeleceu-o desde sempre como uma ALIANÇA, um pacto firmado entre um casal. Na ALIANÇA, a responsabilidade é ilimitada. Não pode ser quebrada, a não ser com a morte. É baseada na fidelidade unilateral: não depende da fidelidade do outro. É sustentada pelo amor incondicional. Necessita de caráter! O interesse do cônjuge vem em primeiro lugar.


Aliança significa “um forte compromisso baseado em promessas”. As partes envolvidas comprometem-se a cumprir fielmente a palavra empenhada – inclusive aquelas feitas no casamento, diante do altar.


A aliança não depende do bom desempenho de uma das partes ou de ambas para ser mantida. Uma vez estabelecida a aliança, não importa o momento de vida dos pactuantes, ela deverá ser mantida; até mesmo, e principalmente, nos momentos de sofrimento físico, emocional ou espiritual do seu cônjuge.

“Embora os montes sejam sacudidos e as colinas sejam removidas, ainda assim a minha fidelidade para com você não será abalada, nem será removida a minha aliança de paz, diz o Senhor, que tem compaixão de você.” Isaías 54.10

Nosso Pai é um Deus de alianças. Ele permanece fiel à sua Palavra até nos momentos em que nós fraquejamos ou deixamos de corresponder aos seus propósitos. Nosso desafio como cristãos é reproduzir o mesmo caráter do nosso Pai. Precisamos permanecer fiéis ao nosso cônjuge em todo e qualquer tempo. 


E mesmo que tenhamos feito uma aliança impensada no passado, isso não é motivo para quebrá-la. Por isso, se empenhamos a palavra a uma pessoa, firmando uma aliança de casamento, amor e serviço, devemos honrá-la até o fim.

“O Senhor é testemunha da aliança entre você e a mulher da sua mocidade…” Malaquias 2.14


“Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á à sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” Marcos 10.7-9

A aliança prevalece durante o tempo de crise e sofrimento

1. Se a doença chegar para um dos dois.
Ninguém espera, mas todos estão sujeitos às enfermidades e tempos de convalescença. É nesse momento que mais precisaremos um do outro. Vamos precisar do cuidado, da atenção e do empenho ao máximo até a recuperação da saúde. 


Por vezes, a doença é emocional. Acontecimentos marcantes, traumas, alterações hormonais e outros tantos motivos podem adoecer a alma. Isso exigirá a compreensão, a paciência e o serviço abnegado do outro cônjuge. O amor faz toda a diferença.

2. Quando a mulher engravidar e não puder satisfazer sexualmente o marido.
Ela estará passando por uma fase especial de sua vida, muitas transformações no seu corpo e nas suas emoções. Seu rosto, lábios, seios, barriga e pernas serão modificados. O espírito materno tomará seu coração. O melhor que ela tem, as suas energias, fluirão em direção ao bebê, até que ele se fortaleça.
É nesse período que ela mais precisa ser amada, pois algo maior que o sexo está chegando. Ela precisa estar convencida de que ele vai esperar sem risco algum. O marido cristão engravida junto. Não se esqueça de dizer “eu te amo”.

3. Se o desemprego chegar e o dinheiro estiver curto.
É momento de levar uma palavra de encorajamento; é hora de dizer: “Fique tranquilo, Deus proverá! Vamos economizar até que as coisas melhorem. Vamos ficar bem!”. É isso que deve fazer o cônjuge. É preciso compreender o momento e fazer o que estiver ao seu alcance para resolver o problema, mas, acima de tudo, continue amando-o(a).

4. Quando a esposa estiver com TPM.
Ela precisa ser abraçada. É nesse período que ela merece uma boa massagem feita pelo marido. Ela precisa se sentir segura do seu amor.


Alguns homens costumam fazer carinho somente na hora do sexo. E quando o encontro sexual está impossibilitado, ficam rancorosos e irritadiços, até parece que também estão na TPM, vão dormir no sofá e coisas assim. Nesse período, é tempo de redobrar a paciência; todo mês acontece, então esteja preparado.

5. Quando algum fato alterou o corpo de maneira permanente ou de difícil recuperação.
Todos estamos sujeitos a acidentes ou algo que nos leve à perda de um membro, uma perna, uma mão ou de um seio. Nesse momento, é hora de fazer valer o voto da aliança, “na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, no muito ou no pouco”.

6. Quando os pais do cônjuge estiverem doentes ou com necessidades.
Quando o pai ou a mãe do cônjuge adoece ou tem necessidades, de alguma forma esse cônjuge também adoece, ainda que na alma. E dispor-se a ajudá-lo é um ato de amor. Às vezes, as coisas não estão muito bem, mas veja como uma oportunidade de reatar relações, é a chance que Deus pode estar criando para este momento.


Não se deve negar ajuda! Dentro dos limites de cada um, faça o melhor que você puder. Quem ofende ou desampara os pais do cônjuge demonstra falta de amor.


7. Quando a criança nascer com necessidades especiais.
Nessa hora, muitos homens não aguentam a pressão e vão embora. A mãe, por sua vez, coloca o coração no cuidado da criança, de maneira que a vida de casal fica para um segundo plano, já não é mais a prioridade. Mais de 90% dos maridos abandonam esposa e filho. Mas o marido cristão vai à luta até o fim.

8. Quando um dos dois cometer um erro na vida.
O momento em que mais precisamos ser amados é justamente quando erramos. O perdão reforça a aliança. O amor conjugal é um amor que não se modifica quando alterações chegam à vida do casal.
Como igreja, somos a noiva de Jesus. E ele permanece completamente fiel a nós, mesmo quando erramos ou falhamos. A fidelidade e o amor de Cristo é que produzem em nós arrependimento, acerto e mudança de atitude.

Colocando em prática o que aprendemos


Leia este texto com seu cônjuge. Meditem nele e orem juntos. Agora, conversem sobre as questões a seguir:

  • Vocês até hoje encaravam o casamento como uma espécie de contrato? O que vocês aprenderam sobre aliança? O que precisam corrigir na vida conjugal?

  • Vocês já pensaram em resolver seus problemas, crises e momentos de sofrimento do jeito mais fácil: por meio da separação ou divórcio (quebra da aliança)? Por quê?

  • Como foi o dia em que iniciaram a sua aliança? Que palavras foram ditas e empenhadas nesse dia? Lembrem-se dos detalhes, do compromisso, da alegria!

Oração


“Pai de amor, que eu aprenda a ser um suporte, uma coluna de apoio para o meu cônjuge. Que eu esteja sempre lá quando for preciso e que ele veja em mim alguém com quem pode contar sempre. Quero ser para ele uma sombra no momento do calor, um forte muro contra as ventanias da vida, um lugar de descanso para a sua alma. Faça isso em mim, meu Pai. Em nome de Jesus. Amém.”

 CARLOS ALBERTO BEZERRA 

OFDZ5N0.jpg

Firmes, apesar dos temporais

Há um plano em andamento para desestabilizar a humanidade há centenas e centenas de anos. Ele é conhecido, até divulgado, porém continua fazendo vítimas.

 Jaime Kemp 

image-couple-fighting-heard-it-before-na

Compreendendo a TPM

Não sei se é possível compreender a TPM – Tensão Pré-Menstrual, mas já se sabe que são fatores físicos e hormonais pelos quais passam as mulheres e precisam ser tratados e respeitados para que haja um bom relacionamento entre aqueles que são cônjuges e entre os pais e as filhas. 

 Ivana Garcia 

Que não sejam apenas palavras ao vento
Jaime Kemp​

Ajudando seu cônjuge durante um tempo de sofrimento
Carlos Alberto Bezerra

 

Lidando com a depressão do cônjuge
Carlos Catito

 

Conjuntamente levantado
Noemih Sá Oliveira

 

Meu cônjuge, um mentiroso
Marcos Peres

 

Quanto de abuso uma esposa deve tolerar?
Paulo Klawa

 

Compreendendo a TPM
Ivana Garcia

 

Eu não aguento mais!
Jan Markell

Convivendo com quem é alcoólatra
Luiz Antonio Caseira

 

ARTIGOS

Linguagens do amor na família
Aécio Ribeiro

 

Namoro cristão
Luciana Piragine

Pais e filhos, amigos para sempre
Amerino Terto da Silva

 

Adoração em família
Ronaldo Bezerra

 

Comunicação & ação
Salovi Bernardo

 

Vida conjugal
Mário Kaschel Simões

  • Twitter Clean
  • w-facebook