EDIÇÃO 171 - NOVEMBRO/DEZEMBRO 2019

Black friday e Natal versus eu e você

 

O renomado economista, filósofo e escritor americano John Kenneth Galbraith (1908-2006) disse, certa vez: “Nenhum sistema econômico foge à tentação de produzir serviços inúteis e mercadorias extravagantes. Tal fato não surge como consequência da irracionalidade do sistema, mas de sua resposta a uma demanda inútil e excêntrica dos consumidores. É na loucura dos homens que é preciso buscar a razão de todos os males atribuídos ao sistema.”

Se nos basearmos nessa dedução, então os dois principais elementos provocadores de problemas econômicos, nacionais e pessoais, são a má administração do governo e a nossa própria extravagância. Cabe ao governo administrar eficazmente a economia do país e dar ao povo condições básicas de trabalho e equilíbrio social. Entretanto, cada cidadão tem de fazer sua parte, que é estabelecer prioridades corretas entre o que ele verdadeiramente necessita e aquilo que ele deseja. Nem todos têm o salário que gostariam e, facilmente, nossas “saídas” ultrapassem nossas “entradas”

O apóstolo Paulo sabia fazer algo que a maioria de nós não sabe: ficar contente em qualquer situação, inclusive financeira”. Como ele conseguia isso?

Na medida em que crescia em sua vida espiritual, Paulo aprendia a verdade sobre contentamento. Ele aprendeu que a real satisfação não se baseia nas circunstâncias, e que o segredo do contentamento depende mais:

  1. Do que acontece dentro de nós e não fora.

  2. De confiar em Deus, mesmo quando as coisas parecem estar fora de controle.

  3. De saber que Deus irá suprir todas as nossas necessidades (atenção: não todos nossos desejos.

 

Muitos de nós vivemos descontentes porque não conseguimos tudo o que queremos).

Paulo não era um alienígena. Ele era um ser humano como nós. Ele também se entristecia, ficava frustrado, se aborrecia. O significado do seu contentamento era a nível mais profundo. Se refletirmos bem, vamos perceber que o desejo obsessivo e frenético por status, posição e coisas, especialmente nesta época do ano – quando somos sem dó nem piedade bombardeados com a Black Friday e incentivos publicitários a irmos às compras de Natal e gastamos, gastamos, gastamos – está deixando suas marcas nas famílias. Consome-se e descarta-se rapidamente, e esse consumismo está consumindo a família, ainda mais com a agravante que o país tenta com muita dificuldade sair de uma terrível recessão.

A Revista Lar Cristão quer ressaltar, nesta edição, o impacto destrutivo do consumismo. Queremos incentivar e desafiar o leitor, a leitora a firmar suas bases sobre suas prioridades, sobre o que realmente necessita e tem valor.

JAIME KEMP

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A grande verdade é que em Adão todos nós fomos manchados pelo pecado e quando pensamos na estrutura humana caída, o mais inteligente a fazer seria descartar-se da raça humana; jogá-la fora e começar tudo de novo.

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M “Depois de dizer essas coisas, Jesus olhou para o céu e disse: ‘Pai, chegou a hora. Revela a natureza divina do teu Filho a fim de que ele revele a tua natureza gloriosa. Pois tens dado ao Filho autoridade sobre todos os seres humanos para que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste.

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