EDIÇÃO 171 - NOVEMBRO/DEZEMBRO 2019

Ajude a iluminar o caminho

 

“Depois de dizer essas coisas, Jesus olhou para o céu e disse: ‘Pai, chegou a hora. Revela a natureza divina do teu Filho a fim de que ele revele a tua natureza gloriosa. Pois tens dado ao Filho autoridade sobre todos os seres humanos para que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, que és o único Deus verdadeiro; e conheçam também Jesus Cristo, que enviaste ao mundo” (João 17.1-3 – NTLH).

Esta foi a oração que Jesus fez por seus discípulos poucas horas antes de ser submetido ao sofrimento da cruz, onde morreu por todos os pecadores do mundo providenciando uma intermediação com Deus, a fim de que todos os que creem n’Ele tenham a vida eterna.

Ele veio ao mundo exatamente para isso. Os seus discípulos ainda não haviam compreendido que Ele iria deixá-los. A responsabilidade de continuar o ministério de Cristo neste mundo caberia a eles. Ele os tinha preparado para essa tarefa. Era chegada a hora de finalizar a última etapa de sua missão: a suprema obra da redenção.

Sou mãe de três filhas, todas adotivas. Eu não concedi a minhas filhas o sopro da vida, como também não lhes dei a vida eterna. Somente Jesus Cristo, e só Ele, pode fazer isso. Ele é o único que pode proporcionar que vivamos para sempre com Deus. Eu sempre orei para que minhas filhas tomassem essa decisão, mas não pude decidir por elas. Mesmo assim, acho que, de certo modo, os pais têm responsabilidade real de “dar” a vida eterna a seus filhos.

O que isso quer dizer? Vejamos. Deus confiou a mensagem do seu amor e salvação a mensageiros humanos. É apavorante pensar que podemos ser responsáveis em dar ou negar a vida eterna a alguém. Ao proclamarmos sua mensagem, criamos a oportunidade de alguém aceitar a salvação. Se deixarmos de transmiti-la, talvez não haja outra oportunidade para a pessoa em questão. Isso é muito sério!

Infelizmente, nossa passagem carimbada para o céu não nos dá o direito de levar toda a família. Mas devemos nos esforçar, com perseverança, para que nossos queridos conheçam o único caminho que pode levá-los para lá.

Para começar, nós podemos proporcionar uma atmosfera favorável à vida. Mas o que isso quer dizer? A Bíblia diz, em Efésios 6.4, que os pais devem criar os filhos na disciplina e nos ensinamentos do Senhor. Quando queremos cultivar uma planta, precisamos colocá-la em um ambiente em que ela possa crescer e se desenvolver. Eu não tenho poder para fazer uma planta crescer só por minha vontade. Para que isso aconteça, tenho que adubá-la, controlar o tempo que ela fica exposta ao sol, regá-la e podá-la.

Eu não posso isolar uma criança do mal, mas posso alimentá-la de modo saudável, proporcionar-lhe um ambiente seguro, alertá-la quanto a situações perigosas e acompanhar suas atividades de perto. Assim como controlo as condições exteriores do meu lar para assegurar a saúde e o bem-estar dos meus filhos, também preciso fornecer a atmosfera espiritual em que eles devem crescer. Os pais não podem garantir que seus filhos aceitarão Jesus como Salvador, mas podem propiciar um ambiente que os conduza à vida eterna. Portanto, a pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: será que meu lar é caracterizado por amor, harmonia, aceitação, perdão, segurança e disciplina?

Tenho certeza de que não existe algo capaz de fazer um pai ou uma mãe cristãos mais felizes do que a alegria de levar seu filho pessoalmente à fé em Jesus Cristo. Em nossa casa, essa alegria nos foi concedida quando Melinda e Marcia ainda eram pequenas. Meu marido, Jaime, subiu ao quarto delas para ler a Bíblia e orar. Quando ele terminou de ler, Melinda disse a ele: “Eu quero pedir a Jesus que entre no meu coração”. Imediatamente, Marcia fez coro: “Eu também!”.

Quando Jaime veio me contar a novidade, ele estava eufórico pelo privilégio de ter podido levar suas filhas à fonte da vida eterna, Jesus. Mas, depois, ficou um pouco inquieto: elas eram tão pequenas, será que realmente haviam compreendido tudo?

No dia seguinte, quando Melinda voltou da escola, disparou: “Eu não quero mais Jesus em meu coração!”. Acho que qualquer mãe ficaria perturbada ao ouvir algo assim, e eu não sabia como reagir. Em seguida, ela ligou para o pai e disse a mesma coisa. Depois de me aprofundar um pouco mais na situação, descobri que ela havia desobedecido à professora na escola e tinha chegado à conclusão de que seu coração não era mais um lugar onde Jesus quisesse ficar. O Espírito Santo estava convencendo minha filha do pecado. Então, eu lhe expliquei como confessar seu pecado e ter um coração novamente limpo. Ela orou comigo e depois ligou outra vez para o pai e disse: “Está tudo bem. Mamãe e eu oramos”.

Fico feliz por Deus ter elaborado a salvação de maneira tão simples que até uma criança pode compreendê-la. Tenho convicção de que a salvação é uma experiência única, que vale para sempre – uma vez d’Ele, sempre d’Ele. Hoje minhas filhas são mulheres adultas, e Jesus continua vivendo em seus corações.

Ao mesmo tempo, questiono a sabedoria dos pais que insistem em relembrar e enfatizar ao filho a decisão feita muito cedo: “Não, filho, você não precisa aceitar Jesus de novo. Você já fez isso quando tinha dois anos de idade. Não se lembra?”. A decisão tomada por uma criança de dois anos pode ser muito séria e sincera, mas é preciso ter certeza de que ela entendeu todas as implicações dessa escolha. Afinal, você se lembra bem do que aconteceu quando tinha dois anos de idade?

Muitos pais transferem toda a sua responsabilidade à igreja ou então obrigam o filho a tomar uma decisão mais para satisfazer a eles do que a Deus. Algumas mães pedem que eu ore por seus filhos que estão “longe da igreja”. Elas foram fiéis, levando-os sempre à igreja, desde pequenos. Porém, quando pergunto: “Seu filho aceitou Jesus como seu Salvador?” – a resposta é: ‘Eu não sei’. Não podemos nos arriscar a pensar que só pelo fato de nossos filhos frequentarem a igreja eles são crentes. Isso é uma tolice!

Como pais, temos a responsabilidade de ensinar a criança “... no caminho em que deve andar” (Provérbios 22.6). Há uma promessa especial àqueles que procuram cumprir essa responsabilidade: “... quando for velho, não se desviará dele”. Porém, essa promessa oferece pouco consolo para uma mãe cujo filho está fugindo de Deus. Isso pode, sim, dar a ideia de que os pais são responsáveis por seus filhos rejeitarem o Salvador.

Como podemos avaliar se fomos fiéis em ensinar nossos filhos no caminho em que devem andar? Não há dúvida de que nenhum pai é tão perfeito a ponto de dizer que cumpriu plenamente a sua tarefa nessa área. Justamente por isso precisamos estudar profundamente a maneira como Jesus desenvolveu o discipulado dos discípulos para, assim, buscar ter uma atuação mais concreta e eficaz no discipulado de nossos filhos.

Jesus disse ao pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer” (João 17.4). Será que uma mãe ou um pai algum dia poderá dizer que terminou seu discipulado?

Minha oração a Deus e o sincero desejo do meu coração é que os pais de crianças pequenas, adolescentes, jovens e adultos sempre mantenham acesa e aquecida no seu coração a chama que pode ajudar a iluminar o caminho de seus filhos à vida eterna. 

JUDITH KEMP

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