EDIÇÃO 157 - JULHO/AGOSTO 2017

Desde a época de Adão e Eva, é o que funciona!

O grande dramaturgo irlandês George Bernard Shaw escreveu: “Quando duas pessoas se encontram sob a influência da mais violenta, insana, delirante paixão, são levadas a jurar que permanecerão juntas em tal estado excitante, anormal, febril continuamente, até que a morte os separe”. 
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A vida conjugal seria um redemoinho de paixão e romance se assim fosse. Entretanto, é muito comum casais já demonstrarem desapontamento e frustração, embora recém-casados. Desilusão talvez seja a palavra que melhor descreve o sentimento de muitos deles.

  • Você está ficando igualzinho o seu pai!

  • Você reage mal como sua mãe!

  • Puxa, eu esperava algo bem diferente do nosso casamento!

  • Por que tudo está tão diferente de quando nós namorávamos? 

Já ouvi muitos novos casais fazendo reclamações como essas e outras mais.


O ser humano não foi criado para viver só. Deus planejou o casamento especialmente para o homem e a mulher, isto é, ele projetou um relacionamento de total comunhão em que ambos pudessem viver juntos em harmonia. O Senhor sempre quis que o casamento completasse tanto o homem como a mulher e lhes oferecesse tranquilidade e estabilidade.

Raciocinar faz parte
Não há dúvida de que romance e paixão são ingredientes essenciais no tempero de uma relação, mas tenho a convicção de que todo homem e toda mulher precisam raciocinar e perguntar a si mesmos, antes de se casarem: quais são as minhas expectativas em relação ao casamento? Quais são as minhas expectativas em relação ao meu noivo (minha noiva)? Será que essas expectativas são realistas? Se essas perguntas forem respondidas honestamente, uma futura frustração pode ser amenizada.

Eu estava enganado
Minha esposa e eu já passamos do alvorecer de nossa descoberta como pessoas que se amam. Atualmente estamos vivendo o final de tarde de nosso amor. O romantismo não desapareceu, porém não se resume mais em vibrações arrepiantes. Todo sentimento passional que eu e Judith sentíamos no início do casamento, com o passar dos anos, tornou-se mais profundo e amadurecido. O rio de águas agitadas tornou-se sereno e calmo.


É impossível esquecer o instante em que Judith caminhou em minha direção até o altar. Pensei comigo: “Não vou conseguir amá-la mais do que agora. Estou completamente apaixonado!”. Apesar de ser sincero, em minha inexperiência não podia imaginar que tantas décadas depois eu viria a amá-la muito mais do que naquele dia!


Analisando “meu caso de amor com minha esposa”, quero compartilhar com todos aqueles que estão no início de sua vida conjugal algumas características que nos proporcionaram um relacionamento sólido e realista desde quando decidimos viver juntos “até que a morte nos separe”. 

Sob o mesmo guarda-chuva, sempre!
Amar é comprometer-se com a outra pessoa. Marido e esposa prometem ficar juntos, sob o mesmo guarda-chuva, quando vierem as tempestades, amenas ou severas, das crises, dos problemas inesperados, das tentações e talvez até mesmo de uma tragédia que a vida pode trazer. 
Sem o compromisso, qualquer situação problemática, desagradável, divergente engrandece e motiva questionamentos do tipo: “Será que errei ao me casar?”. Havendo comprometimento mútuo também haverá liberdade para encarar e confrontar, juntos, circunstâncias e fatos difíceis de solucionar.

Uma planta a ser cultivada
Judith e eu sempre fomos muito amigos. Gostamos de estar juntos, em qualquer atividade. Infelizmente, os recém-casados esquecem que a amizade deve ser cultivada como se fosse uma planta. Acreditem, é recompensador para um casal ver sua amizade brotar, crescer e solidificar.

Cada coisa no lugar certo


Em Cantares 5.16, a recém-casada diz sobre seu marido: “O seu falar é muitíssimo doce; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu esposo...”.


Para preservar tal sentimento, o jovem casal precisa investir em tempo para desenvolvê-lo e determinação para conservá-lo. Além disso, com todo carinho e cuidado, protegê-lo das interferências, compromissos e numerosas atividades do mundo em que vivemos. Isso significa que o relacionamento conjugal precisa encabeçar a lista de prioridades do casal. Nos dias atuais, é muito difícil encontrarmos uma família em que marido e esposa não trabalhem.

 

Exigências, cobranças, competição, dedicação total fazem parte do cenário de trabalho no mundo moderno. Tais demandas desvirtuam as verdadeiras prioridades que trazem felicidade ao ser humano. A família nos completa. É no aconchego familiar que encontramos segurança, tranquilidade e alegria. Porém, é nossa responsabilidade adequar cenários. O trabalho não pode, aliás, nada pode prejudicar a família, o casamento, principalmente a descoberta mágica e maravilhosa daquilo que um pode representar ao outro e a vida feliz que ambos podem desfrutar juntos.


Chamo a atenção para esta verdade: ao se casarem, vocês se comprometeram a deixar certas prioridades individuais para dedicarem-se a uma união revestida por convivência e companheirismo.

O romance precisa estar sempre “no ar”
Seria fantástico se pudéssemos amar pura e perfeitamente, mas a realidade é que somos humanos, fracos e pecadores. No entanto, isso não significa que não devemos tentar. Temos que ir além do superficial, além do amor novelesco e compreender que o verdadeiro amor exige um compromisso incondicional, uma amizade crescente, um respeito profundo, uma misericórdia compassiva e um romantismo real e genuíno.


Às vezes o amor morre porque não fazemos nada. Contudo, o amor é dinâmico, não é estático. A melhor maneira de contribuir para que o romantismo esfrie e o amor morra é não fazer nada. Quando isso acontece, a vida conjugal passa a ser chata, monótona, cheia de contrariedades e brigas. Amor se expressa de maneiras práticas e às vezes pequenas, como um elogio repentino, uma refeição especial, uma flor. Sem essas simples demonstrações continuamente, o relacionamento perde o ânimo e o brilho.

Nossos amigos
Tanto o homem como a mulher precisam se relacionar com outras pessoas para trocar ideias, divertirem-se. Sou um torcedor fervoroso da tradicional e gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras. Sempre gostei de ir com um amigo ao estádio para assistir aos jogos do meu time, mas não dispenso sentar-me no sofá da sala de nossa casa e conversar, descontraidamente, com minha esposa e também minha amiga, Judith.

Pequenos segredos    
Finalmente, queridos jovens casais, há alguns segredinhos preciosos que podem ajudá-los muito: 

Não morem com seus pais depois do casamento e se esforcem ao máximo para obter independência financeira (de preferência antes de se casarem).


Não dediquem tempo exagerado aos seus pais, a ponto de prejudicar seu relacionamento conjugal e também não transformem seus pais/sogros em babás de seus filhos. Porém, não se deve deixá-los de lado. É necessário demonstrar amor e respeitar as expectativas que nutrem sobre o relacionamento que vocês terão com eles.

Nudez
Outro lembrete de Deus é a respeito da intimidade do casal. Adão e Eva “estavam nus, mas não sentiam vergonha” (Gênesis 2.25). O casamento é o relacionamento mais íntimo que podemos ter na terra. Essa intimidade é física, emocional, intelectual e espiritual, isto é, “sem máscaras”. No casamento, marido e mulher despem-se fisicamente, se conhecem e se tocam. Despem-se também emocionalmente quando compartilham seus sentimentos, suas alegrias e tristezas, dores e sonhos. Choram juntos, riem juntos. A nudez intelectual caracteriza-se por um diálogo aberto, por um interesse mútuo em compartilhar alvos e opiniões. Já a intimidade espiritual se estabelece na devoção em conjunto, na oração compartilhada, na fé vivida a dois.
Em todas essas áreas, o investimento na intimidade é fundamental para um casamento e um futuro feliz e duradouro.


Cada um de nós necessita de alguém extremamente confiável e compreensivo com quem possa ser autêntico, com quem consiga “tirar a máscara” e mostrar quem realmente é. Qual a pessoa mais adequada para ter esse tipo de compreensão do que o cônjuge?

Deus é sábio e o que ele aconselhou ao primeiro casal funciona ainda hoje para todos os casais. Invistam em seu casamento e orem pedindo a orientação de Deus. Certamente ele quer o melhor para vocês.

JAIME KEMP

Aprendizado + Cooperação

A frase “Enfim sós!” é o momento mais esperado dos recém-casados. Foram dias, meses e anos de espera, e agora estão definitivamente juntos, não terão mais que dizer “até amanhã” ou “tchau”. Irão acordar um do lado do outro, cuidar um do outro, ajudar-se mutuamente e construir uma caminhada juntos para sempre..

Emilio Fernandes Júnior

O trabalho e as prioridades do relacionamento conjugal e familiar

Trabalho é o gasto de energia manual, mental e física, mas não podemos nos esquecer de que nele há benefícios e prazeres e nele também glorificamos a Deus. Porém podemos perguntar: o trabalho não é uma maldição por causa da queda de nossos primeiros pais?

Alcindo Almeida

Dinheiro: de frente com questões necessárias e decisivas!
Ivonildo Teixeira

Foi bom para você?
Marcos Antonio Garcia

 

Sogros, como se relacionar com eles?
Josué Gonçalves
 
Diversão e prazer contribuem para a unidade emocional, conjugal e familiar!

Julio César de Lima
 
Os papéis de cada um no lar

Josué Campanhã

 

Filhos: vamos ter? Quando? Quantos?
Dora Bomilcar

 

Amizades do casal: temos amigos comuns ou amizades individuais?
Maria Lúcia Thomazi

 

Vida espiritual: há ambiente aconchegante no lar? Estamos crescendo no relacionamento com Deus? Orando juntos? Lemos a Palavra de Deus?
Marcos Quaresma
 

Artigos

 

Vida conjugal
Crístofer Batista da Costa e Patrícia Scheeren

 

Adoração em família
Rosana Fernandes

 

Linguagens do amor 
Adriel de Souza Maia

 

Finanças em família
Paulo de Tarso

 

Comunicação & ação
Fernando de Paula

 

Namoro cristão
Giovanni Zimmermann

 

A família nas mãos de Deus
Igor Vilcinskas Junior

 

Pais e filhos, amigos para sempre
Judith Kemp

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