Não rasgue o papel

Cristo, o presente de Deus, veio embrulhado em um “papel de presente” muito especial!

Ouve-se, acima do burburinho da manhã de Natal, com as crianças abrindo seus presentes de forma selvagem, as vozes de algumas mães (que nunca foram crianças!) berrando: “Filho, calma… Abra direito, sem rasgar o papel, pois ele pode ser aproveitado em outro presente!”.

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EDIÇÃO 165 - NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018

Acredito que essa situação se repita de geração em geração. Minha esposa também tem a mesma mania com papéis e laços. Ela defende o ponto de que os papéis bonitos devem ser guardados. E realmente, reciclamos nossos “invólucros” para presentes sempre que possível.


Cristo, o presente de Deus, veio embrulhado em um “papel de presente” muito especial. E falando a verdade, o “papel” foi exatamente o que fez o presente tão especial: a humanidade.


Como presente de Natal, Deus revela-se a si mesmo a uma raça e a um mundo decaídos. Avaliando bem, é muito mais que isso! Se Deus tivesse querido simplesmente revelar sua magnificente existência, poderia ter optado por milhões de outras formas de aparecimento. Imagine a imagem dele sendo projetada num tipo de raio laser no céu, brilhando a noite toda e ofuscando a luz do sol durante o dia. Quem, então, teria dúvidas de sua presença?


Em vez disso, porém, ele optou em manifestar-se de forma menos espetacular, mas intensamente mais pessoal. Entre todos os significados do Natal, o mais forte é: Emanuel, Deus conosco! Isso é maravilhoso!  Porém, ainda há mais a ser dito…


É o “papel de presente” que torna esse presente tão significativo! Cristo veio envolto em forma de ser humano. João 1.14 diz: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade”.


E o mais maravilhoso é que ele me conhece, compreende e se solidariza comigo. Sabe a intensidade de minhas lutas, de meus sonhos e alegrias. Neste mesmo instante, sei que ele me representa perante o Pai com coração compreensivo, devido a já ter se revestido de nossa humanidade.


“Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.15-16).


Quando eu era menino, os pacotes de presente eram colocados embaixo da árvore ao serem comprados, mas só eram abertos na noite de Natal. Eu vivia bisbilhotando e geralmente podia identificar quais eram meus, só de olhar os papéis de presente. Os que tinham bonecas e laços, certamente eram para minha irmã; os com trenzinhos e aviõezinhos, para mim.


Ao olhar para Jesus, o presente de Deus, posso ver pelo “papel” que é para mim. Paulo diz a respeito de Cristo, em Filipenses 2.7-8, que ele “… a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo… tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”!


As marcas desse presente refletem o compromisso de Deus em chegar até mim: todo o caminho percorrido até a cruz, bem como o derramamento de seu sangue. Como servo, Cristo tornou-se relevante às minhas necessidades, providenciando libertação dos grilhões do pecado, morte, inferno e, por outro lado, me dando a segurança de obter o céu.


Ao refletir no profundo significado da pessoa de Cristo, percebo que também nós estamos envoltos em certos tipos de papel de presente. De fato, passamos a maior parte de nossa vida nos embrulhando em roupas, carros, casas, posições, compromissos sociais e outros símbolos que julgamos melhorar nossa aparência.


Se o papel que escolhermos tiver somente esses padrões terrenos, deixamos passar algo extremamente vital do significado do Natal. O fato de que nosso Salvador assumiu a forma de servo deveria acarretar algumas implicações em nosso viver.


Aqueles dentre nós que já recebemos a Cristo como presente de Deus somos revestidos pelo espírito de compreensão, de solidariedade, de sacrifício e de servo. As Escrituras afirmam que quem tem a Jesus como Salvador deve revestir-se dele, de forma que os outros também possam ver a imagem de Cristo em nós.


Não é de admirar que Paulo comece a descrição da encarnação de Jesus em Filipenses 2.5 dizendo: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus…”. Paulo está dizendo que devemos reciclar o papel de presente para darmos a nós mesmos como presentes a outros. Por isso… não rasgue o papel!

 JOSEPH M. STOWELL 

Vinde, adorai-o

Quando os sábios chegaram a Jerusalém, perguntaram: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mateus 2.2).

 Jaime Kemp 

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Abra seu presente!

Fico muito feliz quando consigo comprar alguma coisa que as pessoas realmente gostam. Contemplar a alegria genuína demonstrada quando abrem os presentes compensa qualquer dinheiro e tempo gastos.

 Judith Kemp 

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