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Aprendendo a dominar e a canalizar as emoções

 ano 34  |  n.º 177

Estopim de hostilidades
Jaime Kemp

Raiva incontida x raiva reprimida
Ivailton dos Santos

 

Rebeldia, uma das visualizações 
da raiva

Sonia Regina Pezzatto

Raiva – não dá para viver sem ela!
Iara Vasconcelos

Rivalidade, perdão, alegria 
entre irmãos

Carlos Martins

 

Celebrando o final de conflitos
Carlos Alberto Bezerra

Controlando sua raiva
Alcindo Almeida

A construção da comunicação
Magno Paganelli

 

Administração de conflitos
Josué Gonçalves

 

Como lidar com o fim de um namoro
Sergio e Magali Leoto

 

Minha vida está de pernas para o ar! E agora?
Marcos Antonio Garcia

Quem deseja viver com um monstro dentro de casa? 

Esse monstro é imprevisível e está sempre pronto a atacar. Seu nome é RAIVA DESCONTROLADA.


Alguns estudos mostram que a hostilidade ou a raiva que uma pessoa nutre por outra pode ocasionar doenças cardíacas ou, até, morte prematura. Indivíduos que desenvolvem em seus corações raiva e hostilidade têm cinco vezes mais possibilidade de morrer de uma doença cardíaca e seis vezes mais possibilidade de ter uma morte prematura.


Cientistas da área medida concluíram que ela, a raiva, causa aumento no nível hormonal que, por sua vez, leva ao entupimento das artérias.


Pessoas que carregam pela vida muita raiva e hostilidade isolam-se de suas famílias e da sociedade removendo, perigosamente, todo suporte emocional com o qual Deus planejou protege-las.


Se a raiva provoca efeitos físicos tão devastadores, a ameaça é mais grave no que diz respeito às relações interpessoais, especialmente entre os membros da família e com Deus. Quando os relacionamentos familiares tornam-se violentos através de abusos verbais, físicos, sexuais, todo amor que poderia haver entre os membros fica comprometido e toda esperança de coexistência harmoniosa, desaparece.


A raiva deve ter seu lugar em nossas vidas. Podemos demonstrá-la sem pecar. Vários artigos falam sobre isso. A Palavra de Deus é clara ao comunicar que ira é um dos atributos divinos. Porém, como conselheiro familiar, sei que uma das mais fortes emoções, que por sinal é facilmente detectável em muitos relacionamentos, é a raiva. Na maioria dos casos ela torna-se incontrolável e, portanto, destrutiva. A meu ver a raiva exacerbada é uma das principais razões das separações e divórcios entre os casais.


É essencial que nós, filhos de Deus aprendamos a dominar e canalizar nossas emoções, mesmo as mais fortes, para o bem estar de nossas famílias.


O monstro assustador – a raiva descontrolada – é uma ameaça poderosa demais para ser menosprezada.

Jaime Kemp